Pular para o conteúdo principal

São João del-Rei é mágica. A gente sabe de cor, mas sempre descobre uma cidade resplandecente!


A paisagem de São João del-Rei é um caleidoscópio mágico, sempre surpreende. De manhã é uma coisa. À tarde é outra. Basta começar a anoitecer para tudo mudar outra vez. Transmuta decisivamente seguindo os involuntários e programados movimentos diários e anuais da terra, em torno de seu seu próprio eixo e do sol.

Assim, as horas do dia e as estações do ano pintam ininterruptamente a paisagem são-joanense de diferentes cores, alteram tons, dão-lhe outros brilhos, sopram perfumes, serenam orvalhos, acariciam  telhados, fachadas, pedras e nossas peles ora com o ar parado e quente, ora com brisas mornas, muitas vezes com o vento, ora ameno e fresco, ora certeiro e frio.

Pensando nisto, que tal fechar o domingo e começar a semana fazendo um passeio na velha, bela  e sempre surpreendentemente (des) conhecida São João del-Rei, visitando o maravilhoso ensaio de Maria Theresa, disponibilizado na internet no endereço abaixo? É de cair o queixo. Primeiro, diante da senbilidade da autora. Depois, diante do delicado encanto das ruas, praças, becos e largos por onde passamos todo dia. Beleza em profusão que o cotidiano e a rotina teimam em ofuscar de nossos olhos.


................................................................................
Crédito: Fotos reproduzidas do ensaio disponível no endereço eletrônico acima

Comentários

  1. A pedido de Adenor Simões Coelho, publico a mensagem abaixo:
    "Caro amigo Emílio.
    Adorei o texto postado e tb as fotos. A segunda foto é de um momento mágico no Largo de Sáo Francisco. Foi na comemoraçao dos 500 anos do Brasil. Sáo as caravelas de Cabral no "Mar de Minas", em Sáo Joáo del-Rei.
    Forte abraço procë.
    Adenor.

    (Tentei postar no próprio blog, mas acho que náo deu certo)"

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Debaixo de São João del-Rei, existe uma São João del-Rei subterrânea que ninguém conhece.

Debaixo de São João del-Rei existe uma outra São João del-Rei. Subterrânea, de pedra, cheia de ruas, travessas e becos, abertos por escravos no subsolo são-joanense no século XVIII, ao mesmo tempo em que construíam as igrejas de ouro e as pontes de pedra.

A esta cidade ainda ora oculta se chega por 20 betas de grande profundidade, cavadas na rocha terra adentro há certos 300 anos.  Elas se comunicam por meio de longas, estreitas e escuras galerias - veias  e umbigo do ventre mineral de onde se extraíu, durante dois séculos, o metal dourado que valia mais do que o sol.

Não se tem notícia de outra cidade de Minas que tenha igual patrimônio debaixo de seu visível patrimônio. Por isto, quando estas betas tiverem sido limpas e tratadas como um bem histórico, darão a São João del-Rei um atrativo turístico que será único, no Brasil e no mundo.

Atualmente, uma beta, nas imediações do centro histórico, já pode ser visitada e percorrida. Faltam outras 19, já mapeadas, dependendo da sensibiliza…

Padre José Maria Xavier, nascido em São João del-Rei, tinha na testa a estrela da música barroca oitocentista

 Certamente, há quase duzentos anos, ninguém ouviu quando um coro de anjos cantou sobre São João del-Rei. Anunciava que, no dia 23 de agosto de 1819, numa esquina da Rua Santo Antônio, nasceria uma criança mulata, trazendo nas linhas das mãos um destino brilhante: ser um dos grandes - senão o maior - músico colonial mineiro do século XIX. Pouco mais de um mês de nascido, no dia 27 de setembro, (consagrado a São Cosme e São Damião) em cerimônia na Matriz do Pilar, o infante foi batizado com o nome José Maria Xavier.

Ainda na infância, o menino mostrou gosto e vocação para música. Primeiro nos estudos de solfejo, com seu tio, Francisco de Paula Miranda, e, em seguida dominando o violino e o clarinete. Da infância para a adolescência, da música para o estudo das linguas, José Maria aprendeu Latim e Francês, complementando os estudos com História, Geografia e Filosofia. Tão consistente era seu conhecimento que necessitou de apenas um ano para cursar Teologia em Mariana. Assim, já ordenado…

Em São João del-Rei não se duvida: há 250 anos, Tiradentes bem andou pela Rua da Cachaça...

As ruas do centro histórico de São João del-Rei são tão antigas que muitas delas são citadas em documentos datados das primeiras décadas do século XVIII. Salvo poucas exceções, mantiveram seu traçado original, o que permite compreender como era o centro urbano são-joanense logo que o Arraial Novo de Nossa Senhora do Pilar do Rio das Mortes tornou-se Vila de São João del-Rei.
O Largo do Rosário, por exemplo, atual Praça Embaixador Gastão da Cunha, surgiu antes mesmo de 1719, pois naquele ano foi benta a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, nele situada e que originalmente lhe deu nome. Também neste ano já existia o Largo da Câmara, hoje, Praça Francisco Neves, conforme registro da compra de imóveis naquele local, para abrigar a sede da Câmara de São João del-Rei. A Rua Resende Costa, que liga o Largo do Carmo ao Largo da Cruz, antigamente chamava-se Rua São Miguel e, em 1727, tinha lojas legalizadas, funcionando com autorização fornecida pelo Senado da Câmara daquela Vila colonial.  Por …