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Mostrando postagens com o rótulo turismo religioso

A fé move, une e promove montanhas em São João del-Rei

  A fé move montanhas!, nos ensina   a Bíblia, várias vezes, no Novo Testamento. Mas, sem discordar das Sagradas Escrituras, São João del-Rei proclama:  A fé move, une e promove as montanhas!  Esta foi a grande conclusão e a principal mensagem do Seminário Turismo Religioso 2025, promovido pela Secretaria de Cultura e Turismo de São João del-Rei, nesta "terra onde os sinos falam", nos dias 16 e 17 de outubro. O evento regional teve cerca de 200 participantes, entre prefeitos, secretários de cultura e turismo, representantes da Secretaria Estadual de Cultura e do Governo de Minas Gerais, da Associação das Cidades Históricas de MG, da Trilha dos Inconfidentes, da Associação dos Amigos de SJDR e da Associação Comercial de nossa cidade, bem como historiadores, intelectuais, turismólogos, professores, empresários, empreendedores e estudiosos dos segmentos turístico, religioso e cultural. Além da cidade promotora, estiveram oficialmente representadas por seus...

Em São João del-Rei, cultura não é evento nem espetáculo. É vida!

Em São João del-Rei, a cultura não é espetáculo. É a própria vida. E também não é evento. Pelo contrário, nesta terra a cultura cumpre-se naturalmente. Faz parte do cotidiano, pontuando o passar do tempo, o correr dos dias, o mudar das estações, o escorrer da existência. Emoção, beleza, tradição, delicadeza, sentimento, recordação, crença, imaginação, verdade - arte para todos, por toda parte. Cultura e arte constituem de tal modo a realidade do centro histórico, que praticamente não são percebidas como tal, pelos próprios são-joanenses, nem próximos, nem distantes. O que em outras cidades seria visto e valorizado como um raro acontecimento extraordinário, entre nós é algo que já foi incorporado à nossa essência e faz parte de nosso dia a dia, resgatando, refazendo, reavivando efortalecendo nossos laços com nós mesmos. Com nossas memórias, nossas lembranças, nossas origens, nossas energias vitais e nossas emoções ancestrais. Principalmente (e muito principalmente!) preservada tanto com...

Em São João del-Rei, camiseta da Festa de Passos é uma nova tradição!

Ainda estamos a um mês do Carnaval, mas as quaresmeiras roxas já floriram, dando um sinal muito ansiado pelos são-joanenses: daqui a alguns dias, já será tempo quaresmal. Dias contritos, noites arrastadas, sinos pesarosos, tempo complacente, vento reticente, pausas no olhar distante, pro alto, pra dentro, pro sempre, pro nada, pra aqui, pra lugar nenhum... Pausas simplesmente. Em São João del-Rei, Quaresma é Festa de Passos. Vias Sacras, lembranças antigas, manjericão, recitação do terço, saudade por perto, desejo de penitência, arnica, aperto no peito, hortência, sopro no coração, orquídea, suspiro calado, rosmaninho, saudade seca de seiva e alento. Cera da vela, cruz com o lençol branco, crucificado erguido andando veloz pelas ruas, o povo em alas, ao lado, àtrás, bandeira roxa SPQR, passinhos enfeitados, encomendação de almas. Senhor Deus, misericórdia! Miserere mei Popule Meus. Ó vos omnes! Aos são-joanenses não basta viver. É preciso vestir. Inclusive a Quaresma. Revestir...

São João del-Rei, com respeito, se curva e"bate paó" pra São Benedito!

Em São João del-Rei, o ano tem 365 dias, e todos eles são de festa. Inclusive não é raro, no calendário religioso, haver dias com mais de uma festa, o que nos leva a pensar que, em nossa terra, o ano precisa ter mais dias, para nele caber melhor todas as festas. E então, com isso, as pessoas são-joanenses viverão muito mais... Aliás, vamos pedir esse milagre a São Benedito? Afinal, não é possível que ele, desde o dia 29 de abril passado recebendo satisfeito as homenagens festivas que a comunidade do Bonfim lhe presta com grande fraternidade, alegria e entusiasmo - tríduo, missas, adorações, bênçãos, orações, cânticos, confraternizações, comunhões, shows e doações - faça a desfeita de não dar importância a este nosso pedido! A festa de São Benedito é singular no calendário religioso de nossa cidade. A começar que ela é devotada a um santo negro e, sendo assim, convém que seja também uma homenagem de lembrança, resgate e reconhecimento a todos os negros que participaram e participa...

São João del-Rei sempre a encantar. É só abrir o coração, o ouvido e o olhar!

Quando passeamos pelo centro histórico de São João del-Rei, apreciando a paisagem urbana, é comum focarmos nosso olhar no casario e sua arquitetura colonial. As fachadas, brancas em sua maioria, com as portas e janelas coloridas de vermelho, azul. ocre, verde, amarelo, dão à cidade um tom vivo e alegre, capaz de aliviar o humor até da pessoa mais aborrecida. As cores têm esse poder e esse efeito: alegram a vida! Mas se levantarmos um pouco mais o olhar para a linha onde o céu encontra os telhados, principalmente se for ao anoitecer ou amanhecer, certamente vamos nos supreender com algumas formas recortadas que, em geral, não percebemos facilmente na luz do dia. Como por exemplo essa grimpa que fica no ponto mais alto da torre da capela do Divino Espírito Santo, na Rua das Flores - Muxinga. São João del-Rei tem tudo para o tempo todo a nos encantar. É só abrir o coração, os ouvidos e o olhar!

Museu de Arte Sacra é o oratório vivo da fé, da cultura e da arte de São João del-Rei

Quando o assunto é museu, São João del-Rei é uma cidade pródiga. Confirmando sua riqueza histórica e culltural, a terra onde os sinos falam tem, no mínimo, dez instituições culturais que de fato são, ou podem ser consideradas, museus. São elas o Museu Regional do IPHAN, Museu de Arte Sacra, Museu Ferroviário, Museu da FEB, Museu Municipal Tomé Portes d'El-Rei, Museu do Barro, Memorial Cardeal Dom Lucas, Memorial Presidente Tancredo Neves, o Centro de Referência Musical José Maria Neves e o Presépio da Muxinga, que bem poderia se tornar a semente do Museu do Natal. Há muito tempo, o Museu dos Sinos é um sonho, mas ainda não se realizou. Peças, memórias e registros visuais e sonoros para seu acervo é o que não faltam! Mas o que torna um museu verdadeiramente importante e útil para a sociedade não é apenas o tamanho ou a riqueza de seu acervo. Mais do que isso, é principalmente a sua vitalidade enquanto instituição pública a serviço da memória, ou seja, os laços vivos que ele est...

Santa Clara, clareai minha São João del-Rei!

São João del-Rei é um lugar onde o viver feliz requer, dia e noite, céu aberto. Suas ruas estreitas e sinuosas, seus becos, jardins e largos são palcos públicos onde desde sempre tudo acontece, para todos. O entusiasmo, a vitalidade e a alegria dos são-joanenses precisam de céu limpo para se materializar como procissões, desfiles de carnaval, cortejos, concertos, serenatas, cinema,teatro, recitais e retretas - tudo ao ar livre. Antigamente, nos tempos românticos que duraram até os anos setenta, era comum as pessoas ficarem nas janelas ou sentadas na calçada ou soleira da porta de suas casas, olhando o tempo e a vida passar. Algumas vezes por dia iam dar uma volta na rua, para comprar a verdura e a carne do almoço, encontrar com os conhecidos, ler o Jornal do Poste, saber quem morreu ou se internou e mandar lembrança para os amigos. Tudo a céu aberto. Podiam até levar sombrinha ou guarda-chuva, tanto se prevenindo de algum aguaceiro quanto se protegendo do sol forte. Dor de cabeç...

Ah! Estes doces e inocentes mistérios de São João del-Rei...

Em São João del-Rei, os santos são amigos. Gostam de se encontrar, de conversar e matar a saudade, nem que para isso seja preciso se desculpar com o bispo, desobedecer o pároco, contrariar as irmandades e até mesmo a vontade do povo, como às vezes acontece. Quando resolvem colocar debaixo do braço auréolas e santidades, para sair do sério, basta apenas a oportunidade de uma procissão. Nestes dias, esperam somente o cortejo atravessar um largo e dobrar duas ou três esquinas para rapidamente recolherem do céu as estrelas e jogarem das nuvens um bom pé-d'água. Pode ser até que ele passe depois de alguns minutos, mas até que isto aconteça, o  povaréu já se dispersou. As irmandades encurtaram o caminho e os ilustres carregadores do andor, de lanternas e do pálio protetor da autoridade eclesiástica tomaram o rumo da igreja mais próxima, onde o santo - que estava a passear em procissão pelo centro his...

O enigmático, misterioso e encantador aniversário dos cemitérios de São João del-Rei

Alguém já ouviu falar que cemitério faz e celebra aniversário? Pois é, em São João del-Rei isto acontece. O que é popularmente conhecido pelos são-joanenses mais ligados às tradições litúrgicas coloniais como aniversário do cemitério é a cerimônia que a igreja local denomina Missas Aniversárias dos Cemitérios. Esta celebração, que se repete sete vezes em diferentes dias, consiste em uma Missa de Réquiem, ofício de responsórios e marchas fúnebres, executados pelas bicentenárias orquestras Lira Sanjoanense ou Ribeiro Bastos. O repertório é composto por obras de compositores são-joanenses dos séculos XIX e XX, destacadamente o padre José Maria Xavier, Luiz Baptista Lopes, Emídio Machado, João Feliciano de Souza, Pedro de Souza, Benigno Parreira e Geraldo Barbosa de Souza. Após esta missa, na igreja que é sede da Irmandade homenageada, os "irmãos" saem em procissão até o cemitério da referida Irmandade, onde o padre faz orações fúnebres, abençoa os presentes e pede a Deu...

Valei-nos Nossa Senhora do Rosário! Sorri com bondade para os congadeiros de São João del-Rei

Mesmo ficando meio à margem da cultura oficial são-joanense, algo como o primo pobre das nobres tradições coloniais, o congado, ou congada, como alguns preferem, é uma manifestação cultural forte em nossa região, principalmente nos bairros mais afastados e nos distritos de São João del-Rei. Não se precisa de nenhum esforço para entender porque isto acontece: basta relembrar a condição social do povo que introduziu este produto cultural na região: negros africanos, escravizados, que viviam à margem do sistema político-social. Na economia eram apenas a força bruta; para a religião vigente, no começo havia dúvida se sequer tinham alma. Ainda hoje ainda não são os negros são-joanenses que possuem visibilidade destacada na sociedade local que compõem os grupos de congado. Congado exige alma negra, exige fé autêntica e natural, exige crença, convicção e coragem. Se não for assim é folclore, folguedo, espetáculo e diversão. Mesmo que não se dimensione, a região de São João del-Rei tem...

Setembro: um mês inteiro de festa, fé e flor em São João del-Rei

Mesmo que não se explicite, setembro é um dos meses mais ricos da cultura religiosa barroca de São João del-Rei. Desde o dia primeiro até o dia 30, são 44 atividades, entre novenas, ofícios, tríduos e procissões, divididas em oito grandes grupos:  Bom Jesus dos Montes, Bom Jesus de Matosinhos, Bom Jesus do Perdão, Santa Cruz e Nossa Senhora das Dores, as Chagas de São Francisco, Nossa Senhora das Mercês, São Miguel Arcanjo e morte de São Francisco. Programação tão vasta envolve as paróquias do Pilar (Matriz e Mercês), de São Francisco, do Senhor dos Montes e de Matosinhos, o que possibilita que muitas vezes dois ou três eventos sejam realizados no mesmo dia, O espírito barroco é tão presente na alma do povo são-joanense que, vencendo os desafios de uma modernidade pasteurizadora e sufocante, as celebrações não perdem força nem desbotam sua importância. Pelo contrário, cada ano mais elas reluzem esplendor, resgatando em tradição a grandeza, o brilho e a fé de tempos passados....

Nhá Chica do Rio das Mortes. Fé e bondade nascida em São João del-Rei

No dia em que Nossa Senhora da Conceição vier a São João del-Rei, certamente fará questão de visitar o distrito são-joanense de Santo Antônio do Rio das Mortes Pequeno, ou simplesmente Rio das Mortes. Lá, tomará pela mão sua afilhada e com ela caminhará por uma estrada de terra, até chegar à sombra de um bambuzal e à margem de um rio, onde as ruínas de uma igreja emanam perfume de sereno, orvalho e inocência. E então a menina lhe mostrará o local exato onde, no começo dos anos oitocentos, foi batizada Francisca de Paula de Jesus - a hoje Beata Nhá Chica, afilhada de Nossa Senhora. O Rio das Mortes é um lugar claro e iluminado. Seu povo alegre e gentil sabe a graça divina que é viver no local onde nasceu Nhá Chica. E compartilha isto com todos que visitam o lugar, para agradecer favores ou em busca de intercessões da santa contra dificuldades e aflições. Logo que alguém desconhecido se aproxima do portão e do cruzeiro para olhar a igreja de Santo Antônio, algum morador logo aparece...