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Mostrando postagens com o rótulo autoestima cidadã

São João del Rei é a cidade histórica mais barroca do Brasil

 São João del-Rei é a cidade histórica mais barroca do Brasil. Você duvida? Então, pense comigo. Você está em casa em uma noite qualquer e, de repente, escuta os sinos tocarem, avisando que algo extraordinário está acontecendo. E, para confirmar este aviso, escuta também uma banda de música tocando, alegre, marchas, dobrados e hinos religiosos, na cadência ritmada de um coração que bate feliz. Então, diante destes sinais de um  imprevisto encantamento, logo você se pergunta: - O que pode ser extraordinário em São João del-Rei, se aqui a festa, o esplendor, a magia, a beleza, as cores, as flores, a delicadeza, a música, o perfume, as luzes, a alegria, a solenidade, o sonho, a imaginação, a fantasia, a realidade e a criação fazem parte do dia a dia? Não é preciso ser, nem estar, atento para perceber que, principalmente nas praças, largos, becos e ruas do centro histórico são-joanense, em vários momentos do dia se vive em outro tempo, consumindo, produzindo, reproduzindo, reacend...

Sapateiros do tempo em que Adão rodava pião na palma da mão. Coisas de São João!

Sr. Geraldo, mestre da Sapataria Nossa Senhora do Carmo, em sua mesa de trabalho Quase ninguém sabe, mas o ofício de sapateiro foi um dos primeiros serviços oficializados na Vila de São João del-Rei. Consta que, no dia 20 de julho de 1719, o Senado da Câmara local concedeu licença para Manoel de Araújo exercer aqui a função de confeccionar e consertar sapatos, colaborando para a saúde, o conforto, a elegância e a distinção dos nobres moradores destas paragens. Pelo jeito, naquela época ser sapateiro não significava exercer um ofício irrelevante nem economicamente pouco expressivo. Para conquistar a licença, Manoel de Araújo teve que apresentar fiador e se comprometer com o pagamento dos quinto reais e das taxas de almoçataria. Mais de 70 anos depois, outro sapateiro Manuel, desta vez Manuel da Costa Capanema, foi réu citado nos Autos da Devassa da Inconfidência Mineira, suspeito de fazer parte do grupo de conjurados.-  - Por qual motivo? - Porque mais de uma vez, em diferentes luga...

Em São João del-Rei, herói Tiradentes encontra Tancredo Neves. Séculos XVIII e XXI se abraçam!

Há 267 anos, no dia 12 de novembro de 1746, na capela de São Sebastião do Rio Abaixo, pertencente à paróquia da Vila de São João del-Rei, foi batizado um menino, nascido na Fazenda do Pombal, então pertencente à mesma Vila. Seu nome de batismo? Joaquim José da Silva Xavier. Apelido como ele ficou mais conhecido? Tiradentes. O maior herói de Minas Gerais e o grande símbolo do sentimento brasileiro de soberania e amor à liberdade. Sua história, todo mundo sabe: não teve madrinha, era o quarto de nove irmãos, ficou órfão de mãe aos 9 anos, tornou-se dentista - daí o apelido Tiradentes - e alferes de cavalaria. Foi o grande idealizador da Inconfidência e o único sumariamente castigado com o sacrifício da morte em forca, diante da multidão. Esquartejado, seu corpo, antes suspenso no cadafalso, novamente fora elevado, em partes, pelos caminhos onde andou. Transformado em símbolo, Tiradentes tornou-se um ente abstrato. Uma lembrança distante na cidade onde, historicamente, em 1746...

Em São João del-Rei todo dia é Dia da Cultura. 24 horas por dia. 365 dias por ano! Há três séculos...

Desde quando Minas Gerais - ainda Capitania unida a São Paulo - no alvorecer do século XVIII, começava a construir sua identidade, arte, memória, criação, patrimônio, música, tradição, criatividade e várias formas de expressão erudita e popular fazem parte da alma de São João del-Rei. Os são-joanenses vivem isto cotidianamente, 365 dias por ano. Por este motivo, 5 de novembro, em princípio, deveria ser uma data reluzente no calendário de São João del-Rei. Começar com uma alvorada festiva, feita pelas cinco bandas de música, continuar movimentado durante todas as horas seguintes com exposições de arte, cortejos dos grupos de congada e folias, shows e recitais nas praças públicas, apresentações de música barroca, concertos sinfônicos, até encerrar-se, tarde da noite, com uma ruidosa, harmônica e colorida queima de fogos de artifício. Mas para os são-joanenses, nada disto é excepcional. Pelo contrário, tudo isto faz parte do dia a dia de São João del-Rei, em autêntica celebração do...