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São João del-Rei sempre a encantar. É só abrir o coração, o ouvido e o olhar!

Quando passeamos pelo centro histórico de São João del-Rei, apreciando a paisagem urbana, é comum focarmos nosso olhar no casario e sua arquitetura colonial. As fachadas, brancas em sua maioria, com as portas e janelas coloridas de vermelho, azul. ocre, verde, amarelo, dão à cidade um tom vivo e alegre, capaz de aliviar o humor até da pessoa mais aborrecida. As cores têm esse poder e esse efeito: alegram a vida! Mas se levantarmos um pouco mais o olhar para a linha onde o céu encontra os telhados, principalmente se for ao anoitecer ou amanhecer, certamente vamos nos supreender com algumas formas recortadas que, em geral, não percebemos facilmente na luz do dia. Como por exemplo essa grimpa que fica no ponto mais alto da torre da capela do Divino Espírito Santo, na Rua das Flores - Muxinga. São João del-Rei tem tudo para o tempo todo a nos encantar. É só abrir o coração, os ouvidos e o olhar!

Divino Espírito Santo: descei sobre nós! Alumiai nossa São João del-Rei!

Depois do Domingo de Páscoa, conte sete outros domingos. Então chegamos ao Domingo de Pentecostes, que em 2018 cai no dia 20 de maio. Em São João del-Rei é um dia de grandes festas, no bairro de Matosinhos, onde desde o século XVIII acontece o Jubileu do Espírito Santo, e no centro histórico, mais precisamente na Capela do Divino, que fica na Rua das Flores, logo depois do Largo da Muxinga. Mas na verdade, nos dois locais, a festa já começou há mais de uma semana, com uma novena. Na igreja de Bom Jesus de Matosinhos, a festa tem forte espírito popular, marcada principalmente pelas cores, pelos ritmos e pela dança das folias e congadas. Na Rua das Flores, as celebrações são influenciadas pelas tradições barrocas, com demorados tencões tocados pelos sinos da capela, diariamente ao meio dia, às três e as seis da tarde e no encerramento de cada dia da novena, lembrando que amanhã tem mais. Na tarde do sábado, há um momento em que as duas formas de expressão se dão as mãos: às 17 ho...

Vamos ao Presépio da Muxinga? Fica no coração de São João del-Rei

Jesus sorri, os anjos cantam, a estrela brilha, os sinos dobram, a criança brinca, a luz acende, o carrossel gira, a negra passa  roupa com o ferro de brasa, o homem pesca, o jacaré abre a boca, o cachorro late, o passarinho voa, o marceneiro serra madeira, o ferreiro forja o ferro da ferradura que põe no cavalo, a carroça passa, a mulher corre atrás do gato que roubou a carne, o trem faz a curva e atravessa o túnel. A vida passa devagar nessa pequenina cidade qualquer do interior de Minas, no começo do século 20. Que bem podia ser, ou em sonho foi, São João del-Rei, por exemplo. Pequenina cidade, não, minúscula. Tão diminuta que cabe em um tablado alto, do tamanho de uma mesa grande, com borda de chitão estampado de grandes flores coloridas. Um mundo tão pequeno que só cabe na infância, mas que encantadamente é infinito e dura para sempre na imaginação e na lembrança de adultos e velhos, como um atestado de viva existência. - Do que estamos falando? - Ora, do Presépio da...

Irmandade dos Passos homenageou, com um belo monumento, os irmãos finados

Entre os vários territórios de lembrança, cultura e memória de São João del-Rei, os cemitérios estão em toda parte, sempre à vista, lembrando a todos que o tempo é breve e a existência passageira. É isto o que dizem seus portões, dísticos, símbolos e iconografias. Este ano, o Cemitério da Irmandade do Senhor Bom Jesus dos Passos, ou Cemitério dos Passos, como é chamado na intimidade, ganhou um novo monumento: um Cristo carregando a cruz, sobre uma base de mármore, onde estão em baixo relevo os estigmas da Paixão, que é o escudo-brasão da Irmandade, e o nome daquele campo santo. O Cemitério dos Passos, aliás, tem o mais antigo monumento funerário do Cemitério da Matriz do Pilar, que fica no alto da Muxinga e é dividido em cinco partes, cada uma pertencente às irmandades do Santíssimo Sacramento, Senhor dos Passos, São Miguel e Almas, Nossa Senhora da Boa Morte e Santo Antônio. Trata-se de uma sepultura erigida no começo do século XX, em mármore branco, com belos relevos e uma co...

Irmandade dos Passos homenageia, com um belo monumento, os irmãos finados

Entre os vários territórios de lembrança, cultura e memória de São João del-Rei, os cemitérios estão em toda parte, sempre à vista, lembrando a todos que o tempo é breve e a existência passageira. É isto o que dizem seus portões, dísticos, símbolos e iconografias. Este ano, o Cemitério da Irmandade do Senhor Bom Jesus dos Passos, ou Cemitério dos Passos, como é chamado na intimidade, ganhou um novo monumento: um Cristo carregando a cruz, sobre uma base de mármore, onde estão em baixo relevo os estigmas da Paixão, que é o escudo-brasão da Irmandade, e o nome daquele campo santo. O Cemitério dos Passos, aliás, tem o mais antigo monumento funerário do Cemitério da Matriz do Pilar, que fica no alto da Muxinga e é dividido em cinco partes, cada uma pertencente às irmandades do Santíssimo Sacramento, Senhor dos Passos, São Miguel e Almas, Nossa Senhora da Boa Morte e Santo Antônio. Trata-se de uma sepultura erigida no começo do século XX, em mármore branco, com belos relevos e uma co...