Desde seu planejamento urbanístico original, esboçado na segunda década do século XVIII, São João del-Rei aviva antagonismos urbanos próprios do espírito barroco, aqui muito fecundo. A própria geografia local, com seus montanheses altos e baixos, impôs um traçado urbano diversificado, com becos estreitos e ruas sinuosas que se convergem em largos claros, amplos, arejados e esplanados, povoados por chafarizes, pelourinho, lampiões, jardins e monumentos, coroados por templos que são tesouros de outros tempos. Um bequinho muito conhecido, mas quase anônimo, é o que liga a face lateral da igreja do Carmo à Rua da Cachaça e da Alegria. Talvez, porque seu nome lembra a brutalidade e os terrores da escravidão. Beco do Capitão do Mato, diz o historiador Fábio Nelson Guimarães, em sua obra Ruas de São João del-Rei . Menor em extensão, porém tão belo quanto o Beco do Cotovelo, Beco do Salto, Beco da Romeira e Beco da Matriz, a história injustamente não lhe deu a mesma nobreza nem o mesm...
Almanaque Eletrônico de difusão da cultura, memória e patrimônio vivo de São João del-Rei/MG, sonha ser instrumento didático-pedagógico de educação patrimonial.