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Festa de Passos de São João del-Rei.Tempo de Eternidade!

Por mais que já se tenha visto 15, 30, 40, 50, 60 vezes, ou tantos anos mais já se tenha vivido, a emoção que sentimos diante de cada cerimônia da Festa de Passos de São João del-Rei é sempre a mesma: pura enlevação e absoluto encantamento! Como se fosse a primeira vez...

Desde cada Via Sacra solene, em que a cruz com o lençol branco, penitencial, e o crucifixo sagrado percorrem nas três primeiras sextas-feiras da Quaresma o mesmo trajeto nas ruas de pedra do centro histórico  há quase 300 anos, parando na igreja de São Francisco e em cada um dos 5 passinhos, delicadamente enfeitados, ao som dos motetos do grande compositor são-joanense Ribeiro Bastos,

até as procissões de depósitos, quando as imagens da Senhora das Dores e do Senhor dos Passos saem misteriosamente veladas até as igrejas do Carmo e de São Francisco, ao som das bandas e dos sinos. As duas rasouras, na manhã do domingo, e a Procissão do Encontro, no fim da tarde,

 e também até o tocante Setenário das Dores, com sua tea…
Postagens recentes

Museu dos Sinos para comemorar os 305 anos da Vila de São João del-Rei!

305 anos de elevação à categoria de Vila, com o nome de São João del-Rei. Esta é a grande efeméride que nossa cidade comemora no próximo dia 08 (de dezembro), numa festa diversificada, que vai durar mais de três semanas, como tanto gosta o povo são-joanense.

Aliás, se tem uma coisa que o povo de São João del-Rei não dispensa é festa, com tudo o que este tipo de acontecimento requer, merece e tem direito: banda de música, apito de trem, fogos de artifício, luzes coloridas, sorriso aberto, roupa nova, perfume, dança animada, comida boa, bebida de primeira, flores, juventude, gentilezas, maturidade, lembranças, agradecimentos, saudades e... toques de sino!

- Ah, os toques dos sinos de São João del-Rei. Mesmo com todos os outros encantos histórico-culturais que colocam nossa terra em um lugar destacado frente às milhares de cidades que existem no Brasil e as centenas de milhares que existem no mundo, são eles que coroam a singularidade patrimonial são-joanense. Quando quem fala é a voz d…

São João del-Rei sempre a encantar. É só abrir o coração, o ouvido e o olhar!

Quando passeamos pelo centro histórico de São João del-Rei, apreciando a paisagem urbana, é comum focarmos nosso olhar no casario e sua arquitetura colonial. As fachadas, brancas em sua maioria, com as portas e janelas coloridas de vermelho, azul. ocre, verde, amarelo, dão à cidade um tom vivo e alegre, capaz de aliviar o humor até da pessoa mais aborrecida. As cores têm esse poder e esse efeito: alegram a vida!

Mas se levantarmos um pouco mais o olhar para a linha onde o céu encontra os telhados, principalmente se for ao anoitecer ou amanhecer, certamente vamos nos supreender com algumas formas recortadas que, em geral, não percebemos facilmente na luz do dia. Como por exemplo essa grimpa que fica no ponto mais alto da torre da capela do Divino Espírito Santo, na Rua das Flores - Muxinga.

São João del-Rei tem tudo para o tempo todo a nos encantar. É só abrir o coração, os ouvidos e o olhar!

A Paixão segundo São João (del-Rei)

Quem anda com o coração aberto em São João del-Rei colhe e recolhe imagens vivas de puro sentimento. Oportunidades de rever a vida e entender que a existência humana é breve e passa.
Dela, restará viva apenas alguma lembrança, por algum tempo.

Este poema é um retrato, tirado no entardecer de hoje (19/07), na Rua das Flores. Fará parte do livro A Paixão segundo São João (del-Rei), quando ele vier a ser publicado.

XIV Estação - Procissão das LágrimasEstá doendo demais!, gritava a mulher negra aos prantos,
amparada por dois homens negros, silenciosos.
Dos olhos dela desciam rios caudalosos, ladeira abaixo,
pelo beco, até a encruzilhada onde às vezes se encontram
o Espírito Santo, Nossa Senhora do Rosário e Santo Antônio.
A tarde fugia, o sino tocou Ângelus, mas nada adiantou.
Nenhum dos três veio trazer alento, obedientes ao que,
no Velho Testamento, pregou o profeta Jeremias:
"Grande como o mar é tua dor. Quem poderá te consolar?"
A tarde caiu mais um pouco. O cortejo parecia…

Betas de São João del-Rei. Se o homem foi feito de barro, o são-joanense, foi feito de ouro!

Em São João del-Rei, o Ciclo do Ouro já acabou há muito tempo, mas deixou em nossa cidade um patrimônio valiosíssimo, tanto construído quanto imaterial. E não estamos falando aqui apenas da paisagem colonial, com suas belas igrejas, pontes, monumentos e toda a paisagem urbana, nem somente das tradições barrocas que tão bem conservamos até hoje, e que nos fazem únicos no Brasil e no mundo. Estamos falando também do nosso modo de ser, pensar e ver o mundo; do nosso modo de comportar diante da vida; imaginar, entender e explicar o que não se vê e o quê, com que, não se pode. Nossa essência, são-joanense, é de ouro!

Mas além disso tudo o metal dourado, de onde saiu, nos deixou mais. Uma riqueza de valor inestimável, pouco conhecida e menos ainda valorizada, sobretudo para fins culturais e turísticos: as betas de ouro. Somente no centro histórico e arredores, elas são muitas - há quem fale em mais de 20! - o que também é extraordinário em relação às demais cidades históricas.

Porém muito …

Em São João del-Rei, ainda há muitos tesouros a descobrir!

Não é de hoje que a beleza de São João del-Rei seduz e encanta pintores, que se esmeram na busca de cores e no domínio dos pincéis, gravuras e aquarelas, para tentar retratá-la, segundo cada olhar. De Rugendas e R. Whalsh a Pancetti, Guignard, e Carlos Bracher, passando por vários outros artistas plásticos, inclusive são-joanenses, Carlos Magno, Paulinho, Fábio Braga, Mauro Marques, Wangui, entre outros, a verdade é que não se tem notícia da existência de um catálogo com registro de artistas plásticos que pintaram paisagens de nossa terra.

Taí uma sugestão: nestes tempos de hiperconectividade, po rque não começar a elaborar um catálogo virtual, de participação coletiva e voluntária, aberto para inclusões, correções e atualizações? Para ser uma "obra" séria, o ideal é que esta ação estivesse sob a responsabilidade de um pesquisador, de um profissional especializado, de uma pessoa verdadeiramente interessada na pesquisa ou de alguma instituição, de modo a garantir a qualifica…

As duas magníficas faces da Festa do Divino em São João del-Rei

O calendário cultural-religioso de São João del-Rei é tão vasto que grande parte dos são-joanenses, quando conversam sobre esse assunto, costumam citar apenas as festas que são mais grandiosamente tradicionais, como a Festa de Passos, a Semana Santa, a Festa da Boa Morte e as procissões de Nossa Senhora das Mercês, Nossa Senhora do Carmo e Nossa Senhora do Rosário.

Mas na verdade a fé são-joanense é marcada por muito mais eventos, entre os quais as celebrações de Pentecostes, cujo ponto máximo acontece no sétimo domingo depois do Domingo da Ressurreição. Na verdade, a festa começa muitos dias antes, com novenas e vários outros ritos muito peculiares.

Em nossa cidade, a Festa do Divino, considerando seu modo de expressão, tem duas faces, ou melhor, dois formatos, diferentes na linguagem  estética, mas igualmente bonitos e importantes: o de manifestação popular, sediado na paróquia de Matosinhos, e o de liturgia influenciada pelo barroco, promovido pela Paróquia do Pilar.

O primeiro é …