quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Carnaval 2014. Em São João del-Rei, quem for Momo sempre será majestade!


Encerrado o Ciclo do Natal, que em São João del-Rei imaginariamente se prolonga até o dia 20 de janeiro, dedicado a São Sebastião, a cidade já respira ares irreverentes e se mobiliza para o Carnaval. Afinal, entra ano, sai ano, em São João del-Rei, Momo sempre será majestade.

A folia que se prepara, agora, é outra e outro fim não tem senão celebrar a irreverência, a beleza e a alegria. Figurinistas movimentam lápis e tintas, desenhando as fantasias. Carnavalescos constroem alegorias. Mestres de bateria recrutam seus exércitos, que toda noite repicam tamborins, surdos e frigideiras nas praças, nos largos, nos estacionamentos, na frente dos cemitérios. Pastoras acertam os passos no ritmo dos sambas. Madrinhas de bateria, qual sereias sacodem seios, qual serpentes contorcem ancas, quadris e abdomens esculpidos a sonho quente, vaidade, inocência, luxúria e desejo ardente.

Daqui a pouco mais de duas semanas, a festa começará em São João del-Rei, para durar quase 20 dias. Dela participam abre-alas, arlequins, bailarinas, baianas, havaianas, bebês-chorões, confetes, cordões, corsos, centuriões, colombinas, coelhinhas, carmens mirandas, ciganas, comissões de frente, caveiras, cachaça, deboche, destaques, estandartes, fantasias, faraós, gatinhos, índios, lambisgoias, malandros, marinheiros, mascarados, mandarins, marchinhas, melindrosas, negas-malucas, odaliscas, orfeus e eurídices, palhaços, presidiários, piratas, pierrôs, sambas, sheiks, serpentinas, sirigaitas, velhas guardas, zés-pereiras e saudades. Muitas saudades.

Tudo no peito e nas ruas. Até a quarta-feira de cinzas. Que em São João del-Rei é o começo de uma outra festa! Que desta vez dura mais de quarenta dias...http://diretodesaojoaodelrei.blogspot.com/2012/01/blog-post.html

Conheça, em http://www.saojoaodelreisite.com.br/carnaval/carnaval_SJDR_2014.pdf,
 a programação oficial do Carnaval São João del-Rei 2014.


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Uma embolada no Carnaval de São João del-Rei? 
http://diretodesaojoaodelrei.blogspot.com.br/2012/01/blog-post.html/

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Fortim dos Emboabas: riqueza ainda escondida entre as pepitas de ouro de São João del-Rei



O passado de São João del-Rei, notadamente nos tempos coloniais, resplandece não só de ouro e arte. Ele reluz fatos históricos decisivos em um momento em que Minas Gerais nascia e o Brasil, ainda Colônia Portuguesa, firmava as juntas na construção de sua identidade - como povo e como pátria. Mas São João del-Rei - é verdade - ainda não utiliza, convictamente, a lembrança de fatos históricos em favor do seu fortalecimento turístico.

Um dos mais antigos e marcantes acontecimentos que literalmente incendiaram o Arraial Novo de Nossa Senhora do Pilar foi a Guerra dos Emboabas. Em um brutal enfrentamento acontecido na região ocorreu o sangrento Capão da Traição - episódio violento no qual forasteiros "emboabas", vindos de toda parte para Minas em busca de riqueza, enfrentaram e massacraram os bandeirantes paulistas que insistiam pela exclusividade na exploração e posse das minas de ouro.

Hoje na sombra do passado, o Capão da Traição foi definitivo na criação das primeiras vilas do ouro, entre elas, em 1713, a Vila de São João del-Rei. E também na divisão da Capitania de São Paulo, para que surgisse dela a Capitania de Minas Gerais.

Há em São João del-Rei, ainda no centro histórico, em uma das subidas para o Alto das Mercês, uma edificação conhecida como Fortim dos Emboabas. Fica em uma posição geográfica estratégica para vigilância da região, situa-se em uma área de entrada para as minas e betas que deram origem a arraial e vila e, tudo indica,  seus alicerces foram edificados há mais de três séculos e são remanescentes de uma construção que naquela época serviu de forte para os emboabas.

Mas o capítulo histórico do Capão da Traição raramente é contado aos turistas que visitam São João del-Rei. Sendo assim, o Fortim dos Emboabas fica à margem dos roteiros oferecidos, apesar do quão pitoresco é o caminho que leva até ele e da privilegiada visão que de lá se tem.

Com isto, a cidade demonstra ainda não reconhecer e nem valorizar este importante episódio da história de São João del-Rei, de Minas Gerais e do Brasil Colônia, deixando, assim, não só de revelar para turistas e visitantes um acontecimento importante de seu passado, mas também de oferecer-lhes mais uma oportunidade de lazer, vivência, enriquecimento e experimentação histórico-cultural.
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Clique no ícone abaixo e ouça até o fim. Na última parte (08:55), Bodas, cuja inspiração bem poderia ter vindo do Capão da Traição. Veja se não é verdade...




domingo, 26 de janeiro de 2014

Minas se redescobre. São João del-Rei se reinventa. O tempo todo! Todo dia...

Desde a era geológica, quando se formaram os minerais, Minas Gerais se redescobre. Em humanismo, em arte, em ideais, em religiosidade, em labor, em sabedoria, em conhecimento, em sentimento, em crença, em confiança, em fé, em harmonia.

É esta face múltipla, singular, complexa, plural, diversa e única de Minas Gerais que o povo de São João del-Rei pode ver em exposição mo Memorial Dom Lucas Moreira Neves, até o próximo dia 30. Nesta mostra, o fotógrafo Marcio Carvalho apresenta o resultado de novos olhares sobre a paisagem e a realidade de Minas - enquadramentos, luzes, ângulos e efeitos naturais mostrando o que, na ótica cotidiana do dia a dia atual, normalmente a pressa e o olhar banal não  nos deixam enxergar.

Se Minas se redescobre, São João del-Rei se reinventa o tempo todo.
Se reinterpreta, se recria, se renova, se regenera, se recupera, ressurge.
Em vida, São João del-Rei se ressuscita! Na manhã de cada dia...



quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Com face própria, "Mais Amor Por Favor" movimenta São João del-Rei


No século XVIII, por volta de 1790, uma carta anônima acendeu labaredas de pavor na população da Vila de São João del-Rei. Trazida pelo vento e corrida de mão em mão, anunciava o advento de prisões, devassas, castigos, degredos, orfandades e confisco de bens. Na Comarca do Rio das Mortes, o sangue fervia como rios de fogo incendiados pelos ideais de liberdade. Era a Inconfidência Mineira.

Em 2014, novamente as cartas surpreenderam os moradores de São João del-Rei. Não as cartas do tarô ou baralho, nem as cartas anônimas. No entardecer do dia 15 de janeiro, quem passava pelo centro histórico da cidade foi surpreendido recebendo uma carta de amor. Esta intervenção no cotidiano foi ação do projeto "Nós, Marílias", desenvolvido pela atriz e produtora cultural Nadja Dulce que, inclusive, já morou na cidade. Quem recebia a carta era brindado também com sua leitura, pela bela moça.

O dia a dia de São João del-Rei é, no bom sentido, muito movimentado e intenso. A rotina do lugar é, naturalmente, cheia de realizações culturais, principalmente as religiosas, tradicionais, herdadas do século XVIII e ainda hoje plenas do esplendor barroco. Contudo, vem se tornando cada vez mais frequentes a realização de ações-surpresa, que subtraem os são-joanenses de seu cotidiano e os reposicionam em novo tempo ora cronológico, ora afetivo, ora reflexivo, ora sentimental.

Desenvolvidas por jovens, "nativos e estrangeiros", são atividades criativas, que utilizam diversos recursos de sensibilização, comunicação e linguagem: teatro, fotografias, intervenções urbanas e, no caso, cartas de amor. Assim, por meio da imprevisibilidade e da impermanência apresentadas à população, dão ainda mais ritmo e cor à vida de São João del-Rei.

Em São João del-Rei, o movimento Mais Amor Por Favor tem face própria, no ritmo do Córrego do Lenheiro e no tempo do relógio da Matriz do Pilar. E nem sabe que tem esse nome...

Veja, no link abaixo, um vídeo sobre a apresentação de Nadja Dulce nas ruas históricas de São João del-Rei.
http://g1.globo.com/videos/minas-gerais/triangulo-mineiro/mgtv-1edicao/t/triangulo-mineiro/v/atriz-de-sao-joao-del-rei-le-cartas-para-moradores/3084767/

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Destombamento da Avenida Hermilo Alves deixou cicatriz inapagável na paisagem de São João del-Rei


Os representantes do povo, legitimados por meio do voto para o poder legislativo municipal, são defensores da memória coletiva da população que os elegeu? Lamentavelmente, nem sempre!

Em São João del-Rei, isto aconteceu no começo da década de 1990, mais precisamente no dia 21 de março de 1990, quando a Câmara Municipal promulgou a Lei Orgânica que destombou construções de valor histórico situadas na Avenida Hermilo Alves. A proposta, do vereador José Vicente Davin, deixou fortes, inapagáveis e irrecuperáveis cicatrizes no conjunto arquitetônico eclético daquela importante via são-joanense.

Na ocasião, a dois anos das grandiosas comemorações do Bicentenário da Inconfidência Mineira, o assunto ganhou destaque na imprensa de Minas Gerais e assim foi divulgado no jornal Hoje em Dia - página 25 do caderno Cultura -, edição de 05/04/1990:

"Prédios históricos estão sendo destombados
Em São João del-Rei, vereadores revogaram 
decreto que preservava construções especiais

Nos últimos tempos, os ventos, definitivamente, não sopram a favor da preservação do patrimônio histórico de Minas Gerais. (...) Desta vez os problemas vêm de São João del-Rei, uma das mais importantes cidades históricas de Minas, onde a Câmara de Vereadores, surpreendentemente, resolveu destombar prédios de valor histórico inquestionável, a despeito da vontade manifesta da população em contrário.

O destombamento foi feito através da Lei Orgânica, promulgada em 21/03/1990. Em seu artigo 227, ela revoga o Decreto-lei 1.506/86, assinado pelo então prefeito Cid Valério, que preservava todas as construções localizadas na Avenida Hermilo Alves.

Entre outros, estão nesta avenida os prédios da Prefeitura e do Teatro Municipal, o da Receita e da Rede Ferroviária Federal, prédios do Ministério do Exército, além da casa Dr. Arantes e de uma antiga leiteria, construída no início do século XX por imigrantes italianos. Todos estes prédios, registros da história da cidade, estão agora vulneráveis à ação de especuladores que, na ausência de uma lei proibitiva, podem descaracterizá-los, demoli-los ou praticar qualquer dano ao seu valor histórico, sem que nada possa ser feito.

Legislação - Os responsáveis por isto são os 13 vereadores  que votaram a favor da nova lei orgânica e, mais diretamente, do vereador José Vicente Davin, autor do artigo 227, que determina o destombamento. Segundo o artigo, "o tombamento atingirá somente as áreas tombadas pelas leis federal, estadual e federal." Em seu parágrafo único, completa: "Somente através da lei poderá haver tombamento por parte do poder público municipal, revogando os decretos-leis existentes." (...)

O Presidente da Câmara Municipal, João Eugênio de Carvalho, que também votou pelo destombamento, parece não estar tão bem informado sobre os danos que a nova lei pode trazer à sua cidade. Perguntado se os prédios de valor histórico comprovado estariam livres da ação especulatória, ele garantiu que havia leis que os protegiam. "Ficam expostas apenas as construções mais recentes. O resto não será destruído."   (...)

O próprio secretário-geral da Câmara, José Antônio Furtado, concorda com João Eugênio quanto à importância  das construções localizadas na Avenida Hermilo Alves. "E claro que ninguém vai destruir a Prefeitura ou o Teatro Municipal. Mas as outras construções são muito mais recentes e não têm qualquer valor histórico."

Inconstitucionalidade - Outra coisa que parece desconhecida pelos vereadores é que a Constituição determina que cabe ao município preservar seu patrimônio histórico e artístico e não legislar contra a preservação."

Felizmente, mesmo com algumas irreparáveis feridas, a Avenida Hermilo Alves sobreviveu a este despreparo da Câmara Municipal. E se fortaleceu com a instalação do Arquivo do Ibram / Ministério da Cultura em um casarão ao lado do Círculo Militar. Nesta importante via pública ficam, além da Prefeitura e do Teatro Municipal, e vários edifícios de estilo eclético, construídos em fins do século XIX e nas primeiras décadas do século XX, como a Estação Ferroviária e outros edificados sob a égide progressista da chegada da Estrada de Ferro a São João del-Rei.

Que nosso povo aprenda, cada vez mais, a escolher nossos representantes e que nossos representantes, por sua vez, cada vez mais se capacitem para não ferirem - às vezes de morte - o que é caro para o povo que os elegeu.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

São João del-Rei está em festa. Viva São Sebastião!

No calendário religioso-festivo de São João del-Rei, o dia de hoje tem uma cor especial: é vermelho.  Dia de caráter e coragem, dia de saúde e seiva, dia de fartura e força. Dia de São Sebastião.

Desde cedo, há uma movimentação mais intensa na Matriz do Pilar. São devotos do santo - em grande número vestidos de vermelho - pedindo ao mártir proteção contra a peste, a fome e a guerra, que são os grandes inimigos do povo e de São Sebastião.

Desde cedo, o coração dos "folieiros" bate mais forte, no mesmo ritmo em que afinarão seus instrumentos para, depois da procissão, fazerem bonito  no adro da igreja com sua Folia de São Sebastião.

sábado, 18 de janeiro de 2014

São João del-Rei. Sinfonia do tempo!





Barroquice contemporânea, São João del-Rei é uma sinfonia do tempo. Poética dinâmica, trissecular. A história viva levando à cabeça, numa trouxa azul, o passado a passear, de mãos dadas com o presente.
Entre sinos, smartphones, sonetos, sentimentos, suplementos, sacadas, saraus, sushis, seveiras, seteiras, sex shops, passinhos, pelourinhos, poemas, pontes de pedra, presépios, preces, platibandas, partituras, procissões, paixões, pensamentos, pressentimentos, passamentos, picolé do seu Amado, pastel do Sô Geraldo, pão de queijo do Lelé, terreiros, cruzeiros, canteiros, jardins, alecrins, bugarins, lambrequins, botequins, quinquenas, trezenas, novenas, terentenas - todo o encantamento e o mistério que são a alma deste lugar.

Este vídeo http://vimeo.com/81501937 mostra isto!

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

São Sebastião: contra a peste, a fome, a guerra, a amargura e a tristeza, protetor de São João del-Rei


De um lado, o sonhado Eldorado. O ouro a rolar entre o redondo cascalho, a misturar-se às raízes do capim silvestre, a escorrer pelos fios d'água, a se infiltrar em veios profundos no meio do quartzo rochoso. De outro, a cobiça, a violência, a ganância, o desvario, as febres, as crenças, as trapaças, os homicídios, delírios, traições, desorientações e alucinações. No meio de tudo, no ponto de exato equilíbrio entre os lados extremos - a falta, a falsidade, o feitiço, a fúria e os funestos sentimentos.

Foi neste universo que São Sebastião chegou a São João del-Rei, mal amanhecera o século XVIII para, com seu lume, seu poder e suas flechas, abrandar os ânimos, abrir os caminhos, clarear as noites, iluminar as trevas da alma e proteger são-joanenses e forasteiros contra a peste, a fome e a guerra. Sua primeira casa foi a capela de capim e taipa, erguida no Morro do Bonfim e incendiada na Guerra dos Emboabas - idos de 1709. Mas ele sobreviveu e hoje vive altivo em altar dourado na Matriz de Nossa Senhora do Pilar. Pelos serviços prestados, desde aquela época São Sebastião é festejado com grande pompa em São João del-Rei, com novena barroca, toques de sino, folias e procissão, num culto que começa no dia 11 de janeiro e se estende até o dia 20 - sua grande data.

Santo guerreiro, quem dita o ritmo da procissão de São Sebastião é a banda do Batalhão, com uma marcha ora festiva, ora marcial. A guarda da Folia de São Sebastião, vestida de vermelho - com seu estandarte enfeitado e instrumentos de percussão e cordas - vai em meio ao cortejo, em silêncio, à frente do andor que leva o santo flechado entre palmas cor de sangue. Num trajeto curto e rápido, entre becos e largos, sinos tocam, fogos estouram. Quem vai para a guerra ou volta do combate tem pressa, não pode perder tempo!

À entrada da procissão, no adro da matriz, mas do lado de fora da igreja, a folia toca, canta e dança. Lá dentro, o padre dá a bênção do Santíssimo Sacramento enquanto a bicentenária orquestra toca e canta barroco Te Deum. Entre cantigas e responsórios, os sinos repicam floreados, tencões e terentenas. Envolta em nuvens de algodão doce, a noite cai ainda mais estrelada pelos fogos de artifício, cheirando a pipoca,a beijo quente e a amendoim torrado.

O povo de São João del-Rei, dentro e fora da igreja, em silêncio e pensamento suplica: São Sebastião, livrai-nos da peste, da fome e da guerra! - e, devoto, com gestos lentos e comedidos, faz o sinal da cruz. Por pior que esteja a vida, São Sebastião não lhes tem negado favores...

Veja, neste link, uma bela "Antíphona da Novena de São Sebastião", composta no século XIX pelo são-joanense Padre José Maria Xavier e aqui regida pelo maestro Marcelo Ramos, também são-joanense.


Aqui, uma apresentação da Folia de São Sebastião Embaixada Santa, do bairro Araçá - São João del-Rei.



ilustração: Ex-voto a São Sebastião / Rio das Mortes / São João del-Rei
( https://www.google.com.br/search?q=sao+sebasti%C3%A3o+sao+joao+del+rei&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ei=ft7WUtPuJYy4kQft84HADg&ved=0CAcQ_AUoAQ&biw=1600&bih=774#facrc=_&imgdii=_&imgrc=22Dqv0KC3hmsRM%253A%3B-HhwgjwWKgqf5M%3Bhttp%253A%252F%252F4.bp.blogspot.com%252F-JjO7JSupiGA%252FUV_3vWWQYUI%252FAAAAAAAAArw%252Fr-o85bZBL88%252Fs1600%252FEx-voto%252C%25252BRio%25252Bdas%25252BMortes%25252B(SJDR)%252C%25252B1905.jpg%3Bhttp%253A%252F%252Ffolclorevertentes.blogspot.com%252F2013_04_01_archive.html%3B1135%3B772)

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Declarações de amor a São João del-Rei, pelos 300 anos de Vila


Os trezentos anos de instituição da Vila de São João del-Rei não foram comemorados unicamente por meio de eventos culturais coletivos, realizados mais concentradamente em dezembro de 2013. Pelo contrário, de modo mais mineiramente discreto, mas não menos importante, vários são-joanenses - nativos ou não nascidos em São João del-Rei - encaminharam mensagens à cidade, por meio do blog São João del-Rei 300 anos http://saojoaodelrei300anos.blogspot.com.br/

São declarações de amor, singelas e sinceras, agradecendo à cidade pelo que ela representa em suas vidas e revelando como as histórias - de São João del-Rei e dos "amoráveis declarantes" - se entrelaçam.

Num exercício de licença poética, o blog se permitiu, inclusive, imaginar mensagens que o alferes Tiradentes e a são-joanense inconfidente Bárbara Eliodora dedicariam à cidade. Para conhecê-las, assim como algumas outras recebidas, clique nos links abaixo:

. Tiradenteshttp://saojoaodelrei300anos.blogspot.com.br/2013/12/coracao-sao-joanense-no-silencio-de.html

. Bárbara Eliodora -http://saojoaodelrei300anos.blogspot.com.br/2013/12/coracao-sao-joanense-imaginario-suspiro_28.html

Outras mensagens
http://saojoaodelrei300anos.blogspot.com.br/2013/12/coracao-sao-joanense-emocao-sentimento.html
http://saojoaodelrei300anos.blogspot.com.br/2013/12/coracao-sao-joanense-espigas-de-ouro-e.html
http://saojoaodelrei300anos.blogspot.com.br/2013/12/coracao-sao-joanense-sao-joao-del-rei_8.html
http://saojoaodelrei300anos.blogspot.com.br/2013/12/coracao-sao-joanense-sao-joao-del-rei_6347.html
. http://saojoaodelrei300anos.blogspot.com.br/2013/12/coracao-sao-joanense-poema-de-gloria.html
. http://saojoaodelrei300anos.blogspot.com.br/2013/12/coracao-sao-joanense-ato-de-contricao.html
http://saojoaodelrei300anos.blogspot.com.br/2013/12/coracao-sao-joanense-sao-joao-del-rei_4028.html
http://saojoaodelrei300anos.blogspot.com.br/2013/12/coracao-sao-joanense-tricentenaria-e.html
.http://saojoaodelrei300anos.blogspot.com.br/2013/12/coracao-sao-joanense-de-sao-joao-del.html
http://saojoaodelrei300anos.blogspot.com.br/2013/12/coracao-sao-joanense-300-anos-de-sao.html

domingo, 5 de janeiro de 2014

Tencões e terentenas: três anos e quase cem mil vezes São João del-Rei!


O Almanaque Eletrônico Tencões e Terentenas completa, nestes primeiros dias de janeiro de 2014, três anos de existência. Nele, em publicações quase que diárias, foram divulgados 600 posts sobre a cultura de São João del-Rei, não somente nos aspectos históricos, artísticos, eruditos e religiosos, mas também sobre as manifestações espontâneas e sobre as mais diversas formas de expressão da cultura popular da "cidade onde os sinos falam". O número de acessos, hoje, aproxima-se de 100 mil.

Neste tempo, foram publicados 251 mensagens, recebidas  de quem, tendo lido o almanaque, se dispôs a encaminhar comentários, em sua maioria respondidos pelo autor desta publicação eletrônica.

Com satisfação, percebe-se que Tencões e Terentenas está cumprindo sua missão de ser útil no processo de valorização, divulgação e difusão da cultura e da memória de São João del-Rei. Seus posts frequentemente transformam-se em pauta para outros meios de comunicação - sobretudo jornais impressos, revistas e emissoras de televisão - e inspiram  produções diversas sobre a cidade histórica que, em 8 de dezembro de 2013, comemorou os 300 anos de sua elevação a Vila.

Vários registros documentais sobre São João del-Rei, como fotografias antigas, desenhos e filmes / vídeos, foram localizados na internet e replicados neste almanaque eletrônico, trazendo à luz imagens, sons e textos desconhecidos sobre nossa terra. Por outro lado, um post aqui publicado, inclusive, serviu de argumento e  foi anexado no processo que pleiteia a criação de um novo espaço cultural em São João del-Rei.

Vila de São João del-Rei, 300 anos. Almanaque Eletrônico Tencões e Terentenas, 3 anos. Na lembrança e diferença das datas, um elemento em comum: o compromisso com o reconhecimento, a valorização, o fortalecimento e a conservação / preservação da cultura de São João del-Rei.