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Mostrando postagens com o rótulo poesia

Nossas Senhoras de São João del-Rei - No Pilar, desde sempre, a Padroeira

Por mais que às vezes deseje estar em silêncio e sozinho, o são-joanense traz sempre alguém consigo, que o acompanha e com quem conversa. Homem ou mulher, criança ou velho, rico ou pobre, nas piores tristezas ou nas mais felizes horas, mudos ou ruidosos, sempre exclamam: Nossa Senhora! Por economia ou discreção, pode ser apenas Nossa! e, dependendo do susto ou do aperto, se resume a uma sílaba: Nó! Tão poucas letras, tamanha é a pressa, a infinita surpresa, o desmedido susto,o sufocante aperto, a desmesurada aflição. Aliás, Nossa Senhora é madrinha de São João del-Rei. Em seu pilar, veio para cá nos oratórios dos bandeirantes portugueses, no comecinho dos anos setecentos. Viu o arraial transformar-se em vila e teve que proteger o povo das furiosas chamas paulistas e emboabas. Dizem que salvou até as imagens de São Sebastião e São Miguel Arcanjo que, antes na incendiada capela do Morro da Forca, agora habitam a Matriz do Pilar. O tempo todo Nossa Senhora é festejada em São João d...

São João del-Rei, terra das sete pontes

Da velha Ponte do Rosário, até a novíssima Ponte da Estação, ao todo são sete as pontes que atravessam o Córrego do Lenheiro na região central de São João del-Rei. Coloniais e grandiosas, de tempo e pedra; românticas, de juras de amor e ferro; modernas e ágeis, de cimento; estreitas e quase pênseis, de pensamento e pressa. Entre as duas maiores e mais grandiosas - a do Rosário e a da Cadeia -, fica a mais frágil, desprotegida e delicada: a Ponte dos Suspiros. Ligando o centenário Grupo Escolar João dos Santos ao Museu do Largo Tamandaré, atravessá-la já fez medo a muita criança, tamanha a aventura que parecia. Sobre a Ponte dos Suspiros, o poeta são-joanense, professor aposentado, Hélio da Conceição Silva , escreveu:             "Por que 'Ponte dos Suspiros'?               Curioso, o turista indaga,               sobre o nome da estreita via.          ...

Minas se redescobre. São João del-Rei se reinventa. O tempo todo! Todo dia...

Desde a era geológica, quando se formaram os minerais, Minas Gerais se redescobre. Em humanismo, em arte, em ideais, em religiosidade, em labor, em sabedoria, em conhecimento, em sentimento, em crença, em confiança, em fé, em harmonia. É esta face múltipla, singular, complexa, plural, diversa e única de Minas Gerais que o povo de São João del-Rei pode ver em exposição mo Memorial Dom Lucas Moreira Neves, até o próximo dia 30. Nesta mostra, o fotógrafo Marcio Carvalho apresenta o resultado de novos olhares sobre a paisagem e a realidade de Minas - enquadramentos, luzes, ângulos e efeitos naturais mostrando o que, na ótica cotidiana do dia a dia atual, normalmente a pressa e o olhar banal não  nos deixam enxergar. Se Minas se redescobre, São João del-Rei se reinventa o tempo todo. Se reinterpreta, se recria, se renova, se regenera, se recupera, ressurge. Em vida, São João del-Rei se ressuscita! Na manhã de cada dia...

Retrato sentimental e poético de São João del-Rei

                              "   Todo sino é uma saudade de bronze.                        Toda maria-fumaça é uma saudade                        de ferro e fogo. " Ao que se sabe, o teólogo Rubem Alves não dedicou esta construção poética a São João del-Rei. Mas ela expressa tão precisamente o sentimento são-joanense que pode ser considerada um retrato sentimental e poético de São João del-Rei. ........................................................................... Foto: Marcinho Lima

Poesia e beleza que se revelam nas misteriosas entrelinhas de São João del-Rei

São João del-Rei é cidade aliciante e sedutora, porém recatada. Não é óbvia.  Não exibe suas belezas todas nem na primeira vez, nem de uma vez só. É aos poucos que se mostra cenário delicado e poético. Devagar e na sombra é que seu encantamento atravessa pontes, cruza praças e largos. Às vezes segue por ruelas distraídas, faz curva em becos que quase parecem querer escapulir da vista de quem, distraído, perde o olhar mirando anjos, frontispícios e torres das imponentes igrejas. A beleza, o encantamento e a poesia de São João del-Rei voam como pássaros sob o céu azul.  Pousam, com suavidade e em silêncio, onde muitas vezes só com olhos contemplativos de admiração se consegue ver. Beco da Romeira, Rua das Flores, Ponte dos Suspiros, Beco do Cotovelo, Rua da Prata, Rua da Cachaça, Rua das Mônicas, Beco do Bispo, do Salto, do Pecado, do infernal Capitão do Mato, da Matriz, do Agá, Muxinga, Largo da Cruz. Pulando muros ou por detr...