quinta-feira, 25 de abril de 2013

São João del-Rei, 26 / abril / 1810. No Rio das Mortes Nhá Chica foi batizada e recebeu os santos óleos


Há exatos 203 anos, em São João del-Rei, mais precisamente na capela do distrito de Santo Antonio do Rio das Mortes Pequeno, o padre Joaquim Jozé Alves, quando batizou uma menina negra, filha da escrava Izabel Maria, e pôs sobre ela os santos óleos e o nome de Francisca, não sabia que protagonizava ali um momento histórico, que ficaria para sempre gravado na memória religiosa da "terra onde os sinos falam" e (por que não?) do mundo inteiro: o batismo da Serva de Deus Nhá Chica, que será beatificada pelo Papa Francisco no próximo dia 4 de maio.

O ato foi documentado em Certidão de Batismo lavrada no Livro 1808/18, arquivada na Matriz do Pilar de São João del-Rei, que no verso da página 300 registra o seguinte:

          "Aos vinte e seis dias de abril de mil e oitocentos e dez na Capella
            de Santo Antonio do Rio das Mortes Pequeno, Filial desta Matris
            de São João del-Rei, de licença o Reverendo Joaquim Jozé Alves
            baptizou e pôs os Sanctos oleos a Francisca filha natural de Izabel
            Maria, e forão Padrinhos Angelo Alves e Francisca Maria Rodrigues
            todos daquella applicação. O Coadjutor Manuel Antonio de Castro"

Não se sabe bem se foi o acaso ou a graça divina que trouxe de volta o precioso livro para os arquivos da Matriz do Pilar, de onde há tempos havia desaparecido, mas a verdade é que este fato envolve profundo  mistério. Consta que, certo dia, Monsenhor Sebastião Raimundo de Paiva, então Pároco da Matriz de Nossa Senhora do Pilar, foi procurado por um desconhecido que trazia às mãos um objeto pesado e retangular, embrulhado em papel ordinário. Disse-lhe o homem que eram papeis muito importantes para a igreja e os entregaria ao sacerdote em troco de algumas moedas.

Sempre zeloso para com a Igreja e para com o patrimônio e memória da Matriz do Pilar e de São João del-Rei, Padre Paiva aceitou o negócio. Quando mais tarde abriu o pacote, tomou ciência do seu precioso conteúdo e, mais ainda, que nele estava a Certidão de Batismo daquela para a qual milhares de olhos e corações estão voltados com fé e devoção, felizes pelo caminho que guiada por Deus ela percorre, assim na terra como no céu, rumo ao encontro de anjos e outros santos.


terça-feira, 23 de abril de 2013

Em São João del-Rei, depois do Dia de Santa Cruz, o sol nasce para saudar a beatificação de Nhá Chica

A partir deste ano, 2013, o dia 4 de maio se tornará mais uma data especial no calendário religioso de São João del-Rei. Nela, doravante, se comemorarão aniversários da beatificação de Nhá Chica, filha de escrava nascida Francisca de Paula de Jesus, nesta cidade, mais precisamente no distrito de Santo Antônio do Rio das Mortes Pequeno, onde foi batizada a 26 de abril de 1810.

Já se tornou comum, na última semana de abril, a comunidade conterrânea de Nhá Chica realizar uma vasta programação religiosa e cultural em memória de seu nascimento e batismo. Missas, serenatas, procissões, vias sacras, teatro, exposições, cultura popular, recitais, folclore, artesanato, vídeo, literatura, gastronomia - tudo para agradecer ao Senhor a existência da são-joanense Serva de Deus. Mas agora eles terão ainda mais motivos para comemorar.

Dia melhor não poderia haver para a beatificação de Nhá Chica do que o primeiro amanhecer em que o sol nasce depois do Dia de Santa Cruz. Nos arredores de São João del-Rei, cidade riquíssima de cultura e muito zelosa de suas tradições, é comum, nesta data, enfeitarem-se com flores coloridas os cruzeiros da penitência . Plantados nas esquinas, largos e praças públicas, eles são testemunhas e lembranças de um tempo opulento, truculento e já distante.

Também é comum se ver, na mesma data, pequenas cruzes, enfeitadas com flores e papel colorido repicado, pregadas nas portas principais das casas simples - antiga expressão de fé e temor a Deus. Numa versão tropical mineira, fazem lembrar o sinal que, em certa noite do Velho Testamento, os hebreus fizeram com o sangue do cordeiro, na frente de suas casas, para que o Anjo Exterminador - viajante solitário daquela hora tenebrosa -, ao ver a mancha vermelha da obediência divina, passasse à frente e seguisse adiante na sua dura missão sombria de sacrificar primogênitos.

A partir de 2014, o povo são-joanense do distrito do Rio das Mortes certamente tornará ainda mais vastos os festejos em honra a Nhá Chica, estendendo as comemorações desde as vésperas da data de seu batismo até o aniversário de sua beatificação, 4 de maio. Entre uma coisa e outra, celebrará, também, o Dia de Santa Cruz, com suas orações, cruzes e cruzeiros enfeitados de flores coloridas e papel repicado. Com fé, alegria e entusiasmo! Sem sacrifício de primogênitos...

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Em São João del-Rei, enquanto tiver cavalo São Jorge não anda a pé...


Antigamente, em São João del-Rei, as pessoas acreditavam que São Jorge morava na lua cheia. Quando a noite estava clara, pensavam até ver o santo guerreiro ora galopando em seu cavalo branco, ora lutando contra o dragão. Principalmente as crianças. Elas acreditavam também que assobiar de noite chamava o Saci.

Passa o tempo, passa a infância, fica a lembrança, ficam estória e História. Como por exemplo as façanhas de São Jorge em São João del-Rei nos tempos da Colônia, quando ele saía, vivo, nas procissões de Corpus Christi, e cobrava por isso. Ou quando julgaram que a Câmara Municipal não era um lugar decente para ele, uma figura tão importante. Estas são algumas histórias (com "H") que você pode ler nos links abaixo.

Além do mais, como dia 23 de abril é dia de São Jorge, que tal aproveitar o ensejo e conhecer a interessante imagem setecentista do guerreiro da Capadócia, que antigamente saía em procissões, já morou entre vereadores e hoje, sem pressa nem fúria, vê o tempo passar mansamente, no Museu de Arte Sacra de São João del-Rei?

E também ouvir a interpretação antológica e magistral de Caetano Veloso para a música Jorge de Capadócia, que é uma antiga oração forte de São Jorge, rezada com fé e devoção para fechar o corpo contra os inimigos, musicada por Jorge Benjor?

http://diretodesaojoaodelrei.blogspot.com.br/2012/04/quando-sao-jorge-andou-de-corpo-e-alma.html

http://www.diretodesaojoaodelrei.blogspot.com.br/2012/04/o-dia-em-que-sao-jorge-quase-caiu-do.html



quarta-feira, 17 de abril de 2013

Em homenagem ao herói Tiradentes, a pergunta: São João del-Rei tem a cara do Brasil?


Apesar de sua pujança, volúpia e audácia histórico-culturais, São João del-Rei é tímida quando o assunto é homenagear Joaquim José da Silva Xavier - o herói Tiradentes -, na data cívica de seu sacrifício. Pelo menos no momento não se sabe de nenhuma programação ou evento expressivos, seja uma missa cantada, um concerto ou recital, uma exposição, uma sessão especial dos institutos e academias locais em memória daquele que subiu à forca e depois percorreu esquartejado as estradas de Minas, por desejar liberdade, ainda que tarde!

Tributo digno lhe foi rendido em São João del-Rei no ano de1992, quando se comemorou o bicentenário da Inconfidência Mineira, com o projeto 1792 / 1992 - Tiradentes. 200 sonhos de liberdade.Mas de lá para cá já se vão 21 anos...

Trazendo a tona esta questão, o Almanaque Eletrônico Tencões e terentenas, propõe abaixo algumas reflexões antes que se responda à seguinte pergunta: São João del-Rei tem a cara do Brasil? Então, vamos lá ...

Em fins da década de cinquenta, a escritora favelada Carolina Maria de Jesus, com garranchos nos cadernos que entre papelão e restos catava no lixo, sentenciou algo assim: "O Brasil é o carrasco dos brasileiros! Era parte do livro Quarto de Despejo, seu diário durante o ano de 1959, mais tarde publicado em vários idiomas. Entretanto o povo brasileiro, sempre esperançoso, estava iludido com a construção de Brasília, na época anunciada Capital da Esperança.

Uma decáda depois, Jorge Benjor, nos anos setenta, quando o país vivia os terrores da ditadura militar, num balanço sedutor de malemolência e boa vontade, falou de "um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza". E para muita gente este era, mesmo naquela época,  o retrato da nossa "mãe gentil, pátria amada, Brasil".

Passados vinte anos, Cazuza, indignado com a realidade do país, pediu: "Brasil, mostra tua cara!",crítico diante da incoerência, do desalinhamento e do descompasso que ainda hoje persistem entre as imagens oficial, fantasiosa, fantástica e folclórica do país e a imagem real que retrata o dia a dia do nosso povo e de nossas instituições, inclusive as instituições públicas.

Entre arroubos ufanistas e pensamentos cáusticos, a expressão "cara do Brasil" tem sentido dúbio. Pode significar amabilidade, beleza, criatividade, cordialidade, cortesia, generosidade, informalidade, jovialidade, hospitalidade, originalidade e tantas outras características admiráveis, invejadas por nações do mundo inteiro.

Mas também nos traz à mente uma realidade cotidiana plena de amadorismo, benesses, corrupção, descompromisso,  desigualdade, desmatamento, desordem, desorganização, desrespeito,desumanidade, empreguismo, fraude, falcatrua, improviso, irresponsabilidade, incompetência, malandragem, maracutaia, má-fé, nepotismo, preconceito, politicagem, roubalheira, violência e muitos dicionários inteiros de más palavras, que melhor seria não tivessem o que designar na face da terra.

Recentemente, São João del-Rei foi tema de uma matéria no Yahoo (link abaixo) como cara do Brasil. Mas como se vê, o Brasil é um país de muitas caras, nem todas parecidas, algumas até antagônicas. Diante disso, cabe aos são-joanenses escolher com qual cara do Brasil a cidade se identifica e se parece, pois são eles - os são-joanenses - nas suas atitudes diárias, que dão cara, caráter e coroa a São João del-Rei.

http://br.noticias.yahoo.com/conhe-cidade-mineira-na-qual-os-sinos-falam-125300946.html


terça-feira, 16 de abril de 2013

Fé, festa, arte, alegria, vida e cultura para saudar Nhá Chica no Rio das Mortes e em São João del-Rei


Em São João del-Rei, é muito difícil separar o que é fé do que é festa. Sempre foi assim, Desde os anos setecentos, quando Nossa Senhora do Pilar, padroeira, trouxe bandeirantes para este vale da Serra do Lenheiro e os fixou ao longo do curso d'água cujo nome faz lembrar a figura misteriosa que, no começo de tudo, era visto solitário a catar lenha e ervas nas encostas da serra.

Fé, festa, religiosidade, cultura, rituais, liturgias, teatro, música, artes plásticas, concertos, celebrações, gastronomias - tudo em São João del-Rei  é posto em prática sempre que chega a hora de lembrar a aliança que existe entre Deus e os são-joanenses e renovar votos de amor divino. Seja nas celebrações alegres, trágicas ou festivas, seja Natal, Paixão de Cristo ou exaltações a Nossa Senhora, em todas elas a arte está presente. Em sons, cores, perfumes, movimentos, sabores, visões, enfim em tudo o que prova ser o homem a mais perfeita obra da criação divina.

Assim será a comemoração do 203o aniversário do nascimento e batismo de Nhá Chica no Rio das Mortes, distrito de São João del-Rei: missas, serenatas, festejos,  novenas, retretas, procissões, foquetórios, cinema, orações, artesanato, alvoradas, teatro, meditações, toques de sino, exposições de arte, gastronomia, fé, confiança, autoestima, união, entusiasmo e alegria. Muito entusiasmo e alegria que, tal qual maná que outrora caiu do céu, são dádivas divinas.

Como os homens não são onipresentes, programação tão vasta não se realiza em poucos dias. Por isso, o distrito do Rio das Mortes e São João del-Rei estarão em festa por exatos dez dias - de 18 a 28 de abril - para lembrar, agradecer e render homenagens àquela que - hoje às vésperas de ser santificada pelo Vaticano - nasceu, foi batizada e passou sua infância entre as crianças, os animais, as plantas e a  sombra arroxeada e amena da Serra do Lenheiro, em Santo Antonio do Rio das Mortes Pequeno, distrito de São João del-Rei, no comecinho do século XIX.

terça-feira, 9 de abril de 2013

As boas coisas de São João del-Rei - 8: Bistrô Café do Carmo

Em São João del-Rei, quem durante o dia - caminhando entre a Matriz do Pilar e a igreja do Carmo - passa diante da casa colonial amarela de número 203 e observa sua porta e janelas severamente fechadas,  não imagina o que, quando escurece, acontece do lado de dentro daquela porta, do lado de lá daquelas janelas. Se imaginar, certamente vai baixar lá à noite. E  certamente muitas noites!...

É um lugar interessante, inusitado e incomum. Internamente de paredes escuras e iluminação extremamente discreta, lembra um cenário barrocossurrealista, com bicicleta pendurada no teto e badulaques por toda parte. No meio de tudo isto, um pequeno fumódromo, que mais parece uma santeria cubana - várias imagens de santo e velas acesas, entre espadas de São Jorge e outras plantas de uso religioso. Tem duas cadeiras, para quem deseja olhar o céu que fura o telhado e - atenção! - até uma placa oficial de sinalização de trânsito, que determina: É proibido o tráfego de veículos pesados. Isto porque, além de ser o arredor um cenário frágil de construções setecentistas, mas abaláveis, todo mundo sabe que é prudente evitar acidentes...

Nos vários cômodos daquela casa amarela por fora e meio escura por dentro, normalmente as conversas são embrulhadas em uma trilha sonora de música ao vivo (às vezes, é verdade, em decibéis mais elevados do que o bom tom recomenda), mas a escolha dos instrumentos e do repertório compensam. Músicos e vozes da terra ou "do reino", duos de sax e flauta, violões e outros instrumentos acústicos tocam jazz, bossa nova, MPB e todos os sons agradáveis ao ouvido.

Que lugar é este? Como se chama e onde fica? É o Bistrô Café do Carmo. Fica no coração do centro histórico de São João del-Rei, entre a igreja do Carmo e a Matriz do Pilar (ou vice-versa, tanto faz). Ali, o atendimento é gentil e solícito, o cardápio saboroso e o preço acessível - ingredientes fundamentais para o sucesso de um 'gastrocafé', que é como a casa se autodenomina.

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Sobre outras boas coisas de São João del-Rei, leia também

http://diretodesaojoaodelrei.blogspot.com.br/2012/04/as-coisas-boas-de-sao-joao-del-rei.html

http://diretodesaojoaodelrei.blogspot.com.br/2012/04/as-coisas-boas-de-sao-joao-del-rei.html

http://diretodesaojoaodelrei.blogspot.com.br/2012/09/as-boas-coisas-de-sao-joao-del-rei.html

http://diretodesaojoaodelrei.blogspot.com.br/2011/05/sao-joao-del-rei-e-dos-queijos.html

http://diretodesaojoaodelrei.blogspot.com.br/2011/05/as-boas-coisas-de-sao-joao-del-rei.html

http://diretodesaojoaodelrei.blogspot.com.br/2012/03/ponto-literario-virgula-poetica.html


segunda-feira, 8 de abril de 2013

São João del-Rei, 1818. Segundo John Luccock, um quadro pitoresco e interessante!



O viajante inglês John Luccock visitou a Vila de São João del-Rei em 1818 e, com palavras, pintou um interessante e expressivo retrato de nossa cidade no começo do século XIX.

Quer saber o que ele escreveu? Então acesse

http://saojoaodelrei300anos.blogspot.com.br/2013/04/retratos-de-sao-joao-del-rei-em-1818.html



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domingo, 7 de abril de 2013

Abril, de inconfidentes sonhos de liberdade em São João del-Rei



Abril sempre chega de mansinho, com seu céu muito azul sobre todas as coisas de São João del-Rei.

Abril de memórias eliodoras, de lembranças, saudades e esperanças. Sonhos de liberdade, dignidade, legalidade. Sonhos são-joanenses, inconfidentes, do filho-herói Tiradentes.

21 de abril já está à vista e que, com ele, se avistem e se avivem sonhos de um Brasil melhor. De um Brasil que não seja, como ainda hoje é, o carrasco dos brasileiros.

"Se todos quisermos, poderemos fazer do Brasil uma grande Nação!"


quinta-feira, 4 de abril de 2013

De areia, serragem, sementes e flores, tapetes de rua estampam paisagem celeste no chão de São João del-Rei



Desde que, há 30 anos, com areia, serragem, sementes e pétalas, foi retomada - com uma nova proposta - a confecção dos tapetes processionais de rua de São João del-Rei, esta manifestação cultural já se tornou tradição da Semana Santa são-joanense.

Há mais de dez anos comandada, com absoluta competência e extrema dedicação, pela ONG Atitude Cultural, veja, no link abaixo, uma galeria de imagens sobre a confecção dos tapetes na Semana Santa de 2013, nas suas mais diversas etapas. Semana Santa do ano em que se comemoram os trezentos anos da elevação do Arraial Novo de Nossa Senhora do Pilar à condição de vila, com o nome Vila de São João del-Rei. A quarta vila do ouro instituída em Minas Gerais.

http://www.saojoaodelreitransparente.com.br/galleries/view/386

Para conhecer a história dos tapetes de rua em São João del-Rei, acesse

http://diretodesaojoaodelrei.blogspot.com.br/2013/03/semana-santa-2013-sao-joao-del-rei.html

terça-feira, 2 de abril de 2013

Tom Maia: o tom maior de São João del-Rei foi homenageado na Quarta-Feira de Trevas 2013



Na Semana Santa de São João del-Rei, fraternidade não é só um ensinamento. Assim como também não o são amizade, reconhecimento, respeito, gratidão, encantamento e admiração mútua. Fraternidade, amizade, reconhecimento, respeito, gratidão, encantamento e admiração foram as estrelas que brilharam no céu vespertino da Quarta-Feira de Trevas de 2013, iluminando o caminho que novamente trouxe à cidade o artista plástico Tom Maia e sua família.

Há algumas décadas, Tom Maia desenhou paisagens do centro histórico de São João del-Rei e monumentos são-joanenses, divulgando esta produção em um precioso livro de arte, à época lançado nas maiores e mais importantes livrarias especializadas do Brasil.  Pela beleza dos desenhos e textos, rapidamente a tiragem esgotou-se, ajudando a tornar ainda mais conhecida a riqueza delicada do singular patrimônio arquiteônico são-joanense.

Para trazer à luz de nossos dias tão importante obra e prestar um tributo de homenagem de gratidão e reconhecimento aos dois artistas, a ONG Atitude Cultural promoveu, na tarde do dia 27 passado, uma homenagem a Tom Maia e àTheresa, escritora, esposa e parceira no citado livro, um diploma e a placa São João del-Rei agradece. No evento, realizado na Biblioteca Municipal Baptista Caetano de Almeida - a primeira biblioteca pública fundada em Minas Gerais - também foi homenageado o fotógrafo Cláudio Leite, por sua recente e bela produção que apresenta, na forma de calendário, várias aves de nossa região.

Magia, amorosidade, amabilidade, cordialidade, encantamento. Estes foram os sentimentos que emolduraram o bate-papo com os três artistas, tanto durante a palestra quanto no calor de um cafezinho com quitandas mineiras - gentileza do Instituto Histórico e Geográfico de São João del-Rei - parceiro da Atitude Cultural nesta realização.

Tão sincronizado foi o encontro do artista criador e de sua arte com a cidade que foi sua musa inspiradora que um instrumento mágico, indígena, sem mais nem menos, fêz valer sobre tudo o seu poder sobrenatural. Duvida? Então veja só:

Abrindo o encontro, uma narradora, ao som de um pau-de-chuva, começou a contar a história de um menino. Tom, muito atento, ao identificar tratar-se de sua própria história, foi tomado de emoção. Nesta hora  enternecida, a natureza não se conteve e, na forma de uma chuva forte, boa e prazenteira, saudou a todos: aos admiradores do artista, à sua obra, a São João del-Rei e a seu tom maior -Tom Maia!.