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Mostrando postagens com o rótulo São João del-Rei

Encontro de Sineiros de Minas Gerais: Em São João del-Rei, palavra de sineiro não volta atrás

                No encanto do Primeiro Encontro de Sineiros de Minas Gerais,                  clique no link abaixo e ouça o que dizem com as mãos e o coração                 os eternos meninos, homens sineiros de São João.                 E palavra de sineiro não volta atrás... https://www.youtube.com/watch?v=ThwzmJfsT0Q

Encontro de Sineiros de Minas Gerais: da voz do bronze à voz dos homens em São João del-Rei

Dificilmente existe, no dia a dia de São João del-Rei, algum personagem mais presente do que ele: o sineiro. Assim como os sinos, é do alto das torres barrocas que eles anunciam júbilo ou tristeza, executando no bronze sons melodiosos que transmitem sinais litúrgicos e códigos seculares: dobres, repiques, chamadas, cinzas, tencões, terentenas, floreados, canjica queimou e uma infinidade de tantos outros. Se existem símbolos eternos de São João del-Rei, juntamente com os sinos, os sineiros estão entre eles. Por tudo isto, São João del-Rei é também conhecida como " a cidade onde os sinos falam " e, portanto, não poderia ser realizado em outro lugar o Primeiro Encontro de Sineiros de Minas Gerais . Aqui, ele está acontecendo neste fim de semana, com atividades diversas - apresentações, intercâmbios, visita às torres, relatos e conversas sobre este patrimônio imaterial brasileiro, que é o toque dos sinos de São João del-Rei e demais cidades históricas de Minas Gerais. Part...

Dom Lucas Moreira Neves - Primavera floresce igualdade, gratidão e memória em São João del-Rei

Entre as várias preciosidades culturais que o cardeal Dom Lucas Moreira Neves deixou para São João del-Rei, uma delas se multiplica e se repete a cada ano: é a Semana Cultural Dom Lucas, realizada sempre no período de 08 a 15 de setembro, no memorial que leva o nome dele, que é um dos mais queridos são-joanenses, filho de família a quem muito deve a cultura de nossa terra. Em 2013, o tema que norteia todos os eventos mostra como a cada alvorecer mais evolui e se ilumina a compreensão, a humanidade, o pensamento, a democracia, a religiosidade - enfim a própria sociedade são-joanense. É que o nobre espaço, durante oito dias, abre-se com todo respeito e dignidade para cultura afro-sãojoanense, aqui brotada e frutificada quando o século XVIII, entre raios luminosos de ouro e sol, começava a amanhecer. Melhor reconhecimento e tributo aos são-joanenses de ontem e de hoje não poderia haver, do que a escolha de tema tão rico e tão pertinente, 300 anos vivo na sociedade local. Ora n...

Igreja de São Francisco de São João del-Rei é uma divina epopeia, esculpida em pedra - I

Não é exagero dizer que a igreja de São Francisco de Assis de São João del-Rei - um dos mais expressivos exemplares da arquitetura religiosa barroca brasileira - é também uma das mais belas obras de arte da humanidade. Tão maravilhosamente bonita e a tantos já seduziu, encantou e inspirou que é muito difícil ser original ao dizer qualquer coisa sobre ela. Uma das mais precisas e fieis descrições desta joia da sensibilidade são-joanense foi feita no livro Igrejas de São João del-Rei , lançado há exatos cinquenta anos. Nele, o historiador são-joanense Luís de Melo Alvarenga assim  começa a narrativa, que será reproduzida em diversas partes neste Almanaque Eletrônico Tencões e terentenas : "Magnífica obra de arte é este templo dedicado a São Francisco de Assis. Notável não só pelo trabalho em pedra e madeira, como por seu risco original, em linhas curvas, formando um conjunto harmonioso. Aureliano Pimentel, em página magistral, descreve esta igreja e sintetiza sua descrição...

São João del-Rei. D'Além-mar, tropical, capital de Portugal!

Há apenas três meses da data exata - 8 de dezembro - em que se comemorarão os 300 anos da elevação do Arraial Novo de Nossa Senhora do Pilar do Rio das Mortes à condição de Vila de São João del-Rei, a todo instante chegam informações mostrando que, tanto quanto rica, é também ainda pouco conhecida a história da tricentenária São João del-Rei. Quantos são-joanenses, por exemplo, sabem que, em 1755, quando um forte terremoto sacudiu Lisboa, São João del-Rei foi cogitada para ser a capital do império português? Quem nos conta é o juiz de direito Auro Aparecido Maia de Andrade, que resgatou esta intenção do Primeiro Ministro do rei D. José I, Marquês de Pombal - sábio administrador que viu na quarta vila instituída em Minas Gerais importância singular na mais importante colônia portuguesa de além-mar, que era o Brasil. Capital do país sonhado pelos inconfidentes; quase capital de Minas quando da Proclamação da República, São João del-Rei, em 2007, com muita justiça e propriedade, fo...

Sinais de São João del-Rei do outro lado e muito além da Serra do Lenheiro

Os são-joanenses quarentões e cinquentões certamente se lembram do selo acima - um adesivo plástico que na década de 80 foi afixado em muitos automóveis de São João del-Rei ou que passavam pela cidade. Nos veículos, além dos limites do município, informava a todos que a bordo possivelmente tinha um são-joanense ou alguém que nutria admiração e carinho pela cidade. Para os são-joanenses ausentes da terra onde os sinos falam, funcionava como um código de identificação nativista, que facilitava a descoberta e o encontro de conterrâneos bem abria caminho para aproximações e amizades. Mediado pelo adesivo, voltavam em memória a São João del-Rei. Hoje, São João del-Rei não tem mais uma peça que cumpra esta finalidade - ostentar a identidade e o orgulho de ser são-joanense. Aliás, salvo uma ou outra exceção, São João del-Rei é pobre em souvenirs que levem até muito longe lembranças da alma local, apesar de ser uma cidade tão rica de memória, patrimônio, arte e cultura... A cidade car...

Tira-se o véu por trinta dinheiros em São João del-Rei. Findava agosto de 1755...

Mesmo nas solenidades mais tradicionais, tocantes e piedosas, como as da Festa de Passos e da Semana Santa, hoje é muito raro, nas igrejas de São João del-Rei, ver uma mulher usando véu para cobrir a cabeça, quando segue a caminho da mesa da comunhão. Até pouco mais do que a metade do século passado, este lenço retangular de renda fina e transparente ainda fazia parte do vestuário religioso feminino, como símbolo de respeito, devoção, obediência, pureza e elegância. A cor variava entre branco, azul claro, cinza e preto, sinalizando entre outras coisas a idade e o estado civil da jovem ou senhora que o véu usava. Poucos sabem, mas houve um tempo em que as mulheres de São João del-Rei só podiam andar em determinados espaços sagrados são-joanenses com a cabeça bem coberta por um gorro padrão, possivelmente adquirido da própria igreja. Prova disso é que no dia 28 de agosto de 1755, o padre comissário Manoel da Costa Faro propôs -  em reunião da Ordem Terceira de São Francis...

PAC das Cidades Históricas - Em São João del-Rei, palavra de rei não volta atrás. Nem de Presidenta...

Mais uma vez São João del-Rei destacou-se no panorama de todas as cidades históricas brasileiras, da mais soberba à mais humilde. Neste 20 de agosto, mais uma vez a cidade recebeu um presidente da República, em 2013 a Presidenta Dilma Roussef. Na terra onde os sinos falam, ela anunciou a destinação de R$ 1,6 bilhões para o Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas brasileiras. Nesta etapa, serão contempladas 44 cidades de 20 estados, com o desenvolvimento de 425 projetos de restauração de bens históricos, revitalização de espaços culturais e áreas circunvizinhas. Sem dúvida um marco importante que deve ser considerado homenagem da Presidência da República aos 300 anos da elevação do Arraial Novo de Nossa Senhor do Pilar do Rio das Mortes a Vila de São João del-Rei. Em seu discurso, Dilma Rousseff destacou o valor dos são-joanenses na história e na cultura do Brasil, entre eles o herói Tiradentes, sacrificado por defender a liberdade dos brasileiros frente ao c...

São João del-Rei celebrou exéquias para o rei da Itália, Humberto I

Não se sabe bem porque, mas  a simpatia e a afeição de São João del-Rei pela Itália fertilmente germinavam antes mesmo que chegassem à cidade os primeiros imigrantes italianos. E também que soldados são-joanenses imaginassem um dia atravessar oceanos rumo aos gelados campos de batalha italianos, para bravamente lutar na segunda guerra mundial. Tanto que no dia 9 de agosto de 1900 - ou seja, há 113 anos -, a cidade realizou solenes exéquias em memória do rei italiano Humberto I, assassinado por um compatriota anarquista no dia 23 de julho daquele ano- o primeiro do século XX. Até então, durante todo o período da colônia e do império, São João del-Rei realizava este tipo de solenidade fúnebre apenas para homenagear defuntos da família real portuguesa. Em nossa terra, as cerimônias póstumas dedicadas ao falecido rei Humberto realizaram-se num único dia, mas em dois locais e em duas ocasiões diferentes. Primeiro, foi um ato litúrgico, na igreja do Carmo, com participação especial...

A eterna primavera da fé em São João del-Rei

São João del-Rei é como um jardim, sempre em primavera a florescer. Todo mês, durante as festas religiosas, altares e andores em cascatas se cobrem das flores mais diversas: angélicas, antúrios, cravos, crisântemos, copos-de-leite, "egpsy", gérberas, hortências, lírios, margaridas, palmas e rosas, entre muitas outras. São as estrelas da terra luzindo gentileza, cor e perfume; brilhando fé, suavidade e devoção. Agosto, por exemplo, quando chega, acende em todos memórias antigas, que se tornam realidade nas ladeiras, largos e becos do centro histórico da terra onde os sinos falam. A bicentenária Orquestra Lira Sanjoanense afina instrumentos e vozes, ensaia partituras antigas para que, no período de 5 a 15, a música barroca de mulatos compositores locais se junte ao som dos sinos e ao perfume de incenso para criar ambiência celeste em honra a Nossa Senhora da Boa Morte, Nossa Senhora da Assunção, Nossa Senhora da Glória e também à Santíssima Trindade - Pai, Filho e Espírito...

O universo fantástico de São João del-Rei: o Rio Jordão, a serpente e o castigo de Adão e Eva

Dentro de poucas horas, São João del-Rei já estará na glória do dia de Nossa Senhora do Carmo. Alvorada festiva, sinos dobrando, gente arrumada chegando no largo e na igreja, missas cantadas, adorações, horas santas, música barroca, procissão, estandartes, crianças vestidas de anjo, tapete de flores, banda tocando, cheiro de incenso, de pipoca, de beijo quente de coco e de amendoim, perfume forte de mulher no ar, foguetes ruidosamente estrelando de cores o luzeiro celeste. Tudo tal qual se fazia há quase três séculos, para agradar o Céu e a Terra. Com tanta intensidade, entusiasmo, fé, cor e luz, talvez não seja assim em nenhuma outra cidade. Tão antiga quanto a festa do Carmo - e envolvendo o magnífico templo - é uma crença que ouvi, na infância, de minha avó, Francisca Maria da Conceição (1898 - 1994). Nos idos anos 60, eu criança pequena ela me dizia que sua mãe jurava que sua avó contava que o Rio Jordão, onde Cristo foi batizado, corria debaixo da igreja do Carmo. Que n...

Ajudada por sacis, Alexina Pinto rasgou cartilhas e revolucionou o ensino infantil em São João del-Rei

4 de julho é data que deveria ser escrita com algarismos de ouro no Livro de História da Educação em São João del-Rei. Nele, em 1870, nasceu a educadora Alexina de Magalhães Pinto , considerada a primeira folclorista do Brasil e precursora da utilização da cultura popular como recurso didático-pedagógico no processo de alfabetização infantil. Sua história de vida é sem igual, em São João del-Rei, em Minas Gerais e no Brasil. A começar pela viagem que, aos 22 anos, fez sozinha à Europa, para conhecer e estudar em centros culturais daquele continente. Em 1892, quando o século XX sequer tinha chegado, Alexina Pinto andava de bicicleta no centro da cidade e aplicava em salas de aula proposta educacional revolucionária, que rasgava a cartilha de alfabetização tradicional, substituía castigos por brincadeiras de trava-língua e trocava a temida palmatória por cantigas de roda . Como era de se esperar, tanta inovação e vanguardismo chocaram a conservadora sociedade provincian...