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Nhá Chica do Rio das Mortes. Fé e bondade nascida em São João del-Rei

No dia em que Nossa Senhora da Conceição vier a São João del-Rei, certamente fará questão de visitar o distrito são-joanense de Santo Antônio do Rio das Mortes Pequeno, ou simplesmente Rio das Mortes. Lá, tomará pela mão sua afilhada e com ela caminhará por uma estrada de terra, até chegar à sombra de um bambuzal e à margem de um rio, onde as ruínas de uma igreja emanam perfume de sereno, orvalho e inocência. E então a menina lhe mostrará o local exato onde, no começo dos anos oitocentos, foi batizada Francisca de Paula de Jesus - a hoje Beata Nhá Chica, afilhada de Nossa Senhora. O Rio das Mortes é um lugar claro e iluminado. Seu povo alegre e gentil sabe a graça divina que é viver no local onde nasceu Nhá Chica. E compartilha isto com todos que visitam o lugar, para agradecer favores ou em busca de intercessões da santa contra dificuldades e aflições. Logo que alguém desconhecido se aproxima do portão e do cruzeiro para olhar a igreja de Santo Antônio, algum morador logo aparece...

As boas coisas de São João del-Rei: a Taberna d'Omar e seus mistérios...

Em São João del-Rei, dizem que os menores frascos guardam os melhores perfumes e secretam os piores venenos. Quem aqui conhece a Taberna d'Omar não só confirma este adágio quanto fica completamente intrigado: como pode em um lugar tão diminuto se encontrar tantas coisas boas? Diminuto é quase pouco, pois o lugar é - alegoricamente falando - uma pepita de prata onde a Rua Direita fica estreita no centro histórico de São João del-Rei. Mas ali se degusta, e também se compra, o que de mais delicado e refinado existe para o paladar de quem procura uma pausa. Cervejas artesanais, cachacinhas especiais, drinks descomunais, chás orientais, sucos frugais, petiscos transcedentais e até mesmo o irrecusável cafezinho, que é a bebida preferida de muitos mortais. Queijo catauá do João Dutra? Lá tem. Doce de leite Caxambu? Lá tem. Geleias da própria casa? Lá tem... Livros do Professor Gaio? Lá tem. CDs das orquestras barrocas e dos músicos de São João del-Rei? Lá bem podia ter... Poucas m...

São João del-Rei. Sinfonia do tempo!

Barroquice contemporânea, São João del-Rei é uma sinfonia do tempo. Poética dinâmica, trissecular. A história viva levando à cabeça, numa trouxa azul, o passado a passear, de mãos dadas com o presente. Entre sinos, smartphones , sonetos, sentimentos, suplementos, sacadas, saraus , sushis, seveiras, seteiras , sex shops, passinhos,  pelourinhos, poemas, pontes de pedra, presépios, preces, platibandas, partituras, procissões, paixões, pensamentos, pressentimentos, passamentos, picolé do seu Amado, pastel do Sô Geraldo, pão de queijo do Lelé, terreiros, cruzeiros, canteiros, jardins, alecrins, bugarins, lambrequins, botequins, quinquenas, trezenas, novenas, terentenas - todo o encantamento e o mistério que são a alma deste lugar. Este vídeo  http://vimeo.com/81501937  mostra isto!