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Um canto de louvor e gratidão, de São João del-Rei, para sua áurea, excelsa e espanhola padroeira

Outubro, mais precisamente no dia 12, é a data consagrada à padroeira de São João del-Rei, Nossa Senhora do Pilar. Contam que a Virgem aqui chegou em imagem primitiva, trazida pelos próprios bandeirantes, a quem protegia de perigos, tristeza, violências, emboscadas, animais peçonhentos, maus pensamentos e infortúnios. Em troca, de início eles lhe construíram uma capela, incendiada em 1709, no final da Guerra dos Emboabas.

A matriz atual, dedicada à Virgem espanhola começou a ser construída em 1721 e é um dos mais belos templos do barroco brasileiro. Nela acontecem as principais cerimônias da Semana Santa mais tradicional do Brasil, algumas únicas em todo o mundo. Volta e meia ali se ouve a música colonial de uma novena, dobres e repiques de sinos em tencões e terentenas. Da Matriz do Pilar sempre sai uma procissão...

Como aqui se repete há quase 300 anos, a novena de Nossa Senhora do Pilar começa no dia 3 de outubro e vai até o dia 11, véspera da data maior. A parte musical, composta no século XVIII, é executada magistralmente pela Orquestra Lira Sanjoanense, que também se encarrega da missa barroca cantada e do Te Deum Laudamus, que, após a procissão, encerra as celebrações no anoitecer do dia 12.

Coincidência ou não, Nossa Senhora do Pilar é também a padroeira da Espanha e 12 de outubro  é a data nacional daquele país.

Numa homenagem a tão preciosa devoção são-joanense, um registro da Festa do Pilar 2012 quando, no encerramento da missa solene, orquestra e povo cantam o hino da padroeira, tendo ao fundo o repique dos sinos.



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Veja que curiosa história pitoresca se passou na Matriz do Pilar de  São João del-Rei em 1844:

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