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Joia de 271 anos exposta ao mundo - ao sol e à lua - num largo luminoso de São João del-Rei


Há exatos 271 anos, neste mesmo dia, 6 de setembro, cometeu-se o primeiro gesto de se
moldar uma das mais preciosas joias do barroco de São João del-Rei, de Minas Gerais e do Brasil. Por sua originalidade, inventividade e ineditismo, por que não uma das mais preciosas joias do barroco mundial? Estamos falando da igreja de São Francisco de Assis de São João del-Rei.

A primeira iniciativa para sua edificação ocorreu em 6 de setembro de 1741, quando os devotos são-joanenses do santo franciscano dirigiram-se formalmente ao vigário da Vila de São João del-Rei, em busca de licença para a construção de uma capela dedicada àquele que por seus atos e ideiais mostrou-se irmão do sol e da lua, expressão da mais pura natureza.

Tão sincero e devotado foi o pedido que a resposta, favorável, não tardou. No mês de outubro - tempo do aniversário do santo, o vigário autorizou a construção. Mas só a autorização não bastava; era preciso ter chão, já que templos não flutuam no ar. Por isso, o Capitão Antonio da Silva e Souza e outros influentes devotos, no começo do ano seguinte, requereram ao Senado da Câmara pedindo a concessão de uma sesmaria de terras "correndo pelo campo acima até entestar com a igreja velha de Nossa Senhora do Pilar", ou seja, do atual Largo de São Francisco até o alto do Bonfim, onde nos idos de 1704 havia sido construído a primitiva capela consagrada à padroeira de São João del-Rei.

Não se sabe bem se pela intercessão de São Francisco ou se pelo prestígio social, político e econômico do Capitão, a verdade é que já no dia 11 de maio de 1742 a solicitação foi atendida. Porém, para exercitar a paciência dos devotos, demorou dez anos para ser lavrado, em 25 de maio de 1752 o auto de posse de terras - 165  braças de comprimento por 28,50 braças de frente.

Para comemorar, no dia seguinte - 12 de maio de 1752 - Francisco da Costa Dias assentou a pedra fundamental da capela. Aí então, efetivamente, há 260 anos, começaram as obras que deram à eternidade uma das mais belas obras da arquitetura barroca das Américas e mundial.

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