segunda-feira, 5 de maio de 2014

As boas coisas de São João del-Rei: a Taberna d'Omar e seus mistérios...

Em São João del-Rei, dizem que os menores frascos guardam os melhores perfumes e secretam os piores venenos. Quem aqui conhece a Taberna d'Omar não só confirma este adágio quanto fica completamente intrigado: como pode em um lugar tão diminuto se encontrar tantas coisas boas?

Diminuto é quase pouco, pois o lugar é - alegoricamente falando - uma pepita de prata onde a Rua Direita fica estreita no centro histórico de São João del-Rei. Mas ali se degusta, e também se compra, o que de mais delicado e refinado existe para o paladar de quem procura uma pausa. Cervejas artesanais, cachacinhas especiais, drinks descomunais, chás orientais, sucos frugais, petiscos transcedentais e até mesmo o irrecusável cafezinho, que é a bebida preferida de muitos mortais.

Queijo catauá do João Dutra? Lá tem. Doce de leite Caxambu? Lá tem. Geleias da própria casa? Lá tem... Livros do Professor Gaio? Lá tem. CDs das orquestras barrocas e dos músicos de São João del-Rei? Lá bem podia ter...

Poucas mesas, três pequenos balcões - um, inclusive, para se conversar do lado de fora da porta -  muito esparsos quadros de fotos p&b, duas pequenas estantes, uma prateleira e uma, mini, geladeira. Tudo na Taberna d'Omar é minimalista.

Mas numa coisa a casa exagera: na cordialidade sincera de seus donos, na ordem natural que ali garante harmonia e equilíbrio a todas as coisas, fazendo do lugar um recanto claro, iluminado e ventilado. E também, por seu tamanho, intimista.

Na sua proposta de ser útil a quem tem fome e sede de algo mais do que alimento para o corpo, a taberna, além do seu horário noturno, costuma ficar aberta em horas diurnas incomuns para bares, bistrôs e cafés em São João del-Rei. Como por exemplo nas tardes e anoiteceres de domingo.

Se bem que às10 da ensolarada manhã do Domingo da Ressurreição (ah! a sonhada ressurreição...), quem estava lá, rodando em vinil na vitrola, entre os clientes, era ninguém mais, ninguém menos, do que o grande violonista espanhol Paco de Lucia. Solo quiero caminar...

A Taberna d'Omar tem estes encantamentos...


Sobre as boas coisas de São João del-Rei, leia também
http://diretodesaojoaodelrei.blogspot.com.br/2011/05/as-boas-coisas-de-sao-joao-del-rei.html
http://diretodesaojoaodelrei.blogspot.com.br/2013/04/as-boas-coisas-de-sao-joao-del-rei-8.html
. http://diretodesaojoaodelrei.blogspot.com.br/2012/04/as-coisas-boas-de-sao-joao-del-rei.html

2 comentários:

  1. Concordo em gênero, número e grau!
    A Taberna D'Omar é um dos meus lugares eleitos como deliciosos de São João!
    Um abraço!

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  2. Sem dúvida, Eglea! A Taberna tem "um jeito mineiro de ser".

    Aliás, mto legal o seu blog http://jeitomineirodeser.blogspot.com.br/ . Ensolarado, delicado e gracioso como a alma das mulheres dos campos e dos descampados, das vertentes e das montanhas de Minas.

    Grande abraço pra vc também!

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