Pular para o conteúdo principal

Democratizar mais a cultura de São João del-Rei. Compromisso há 5 anos levado a sério!

Na impermanência do mundo atual, com suas transformações velozes e radicais, ofícios, funções, serviços, profissões, produtos, materiais, tecnologias, empresas, organizações, técnicas e até mesmo verdades seculares caem por terra a todo instante. Prova disto é que a cada dia instituições tradicionais fecham as portas e até mesmo, segundo dados estatísticos, poucas são as empresas que, recém-criadas, conseguem ultrapassar três anos de vida. Assim, para um veículo eletrônico voltado para temas de interesse específico e muito restrito, comemorar com jovialidade o 5º aniversário de existência é, sem dúvida, uma grande vitória.

Diante disto, hoje é  dia de festa para o Almanaque Eletrônico Tencões e Terentenas que, há pouco mais de 3 horas, completou cinco anos de existência. O almanaque nasceu às 13h27min do dia 4 de janeiro de 2011, quando fez a primeira publicação, chamada Democratizar mais a cultura de São João del-Rei, ilustrada com a imagem acima. Nela, o almanaque já dizia a que veio: resgatar, divulgar e difundir a cultura e a memória de nossa cidade, visando contribuir para a elevação da auto-estima do povo são-joanense, para a valorização das tradições e da paisagem local e para a união e o comprometimento de todos em um esforço pela conservação e preservação do patrimônio vivo, material e imaterial de São João del-Rei.

Nestes 5 anos, foram publicados 734 posts, correspondendo a uma média de 147 posts por ano e 12,5 posts por mês, ou seja, 1 post a cada 2,5 dias. O número de visitas, totalizou 153.521, o que significa 30.704 ao ano, 2.560 ao mês, 85 ao  dia e 3,6 acessos por hora. Além do Brasil, o almanaque é também muito visitado nos Estados Unidos, Alemanha, Portugal, Ucrânia, França, Holanda, Canadá, Dinamarca e Índia.

Fatos históricos que remontam ao nascimento do Arraial Novo de Nossa Senhora do Pilar e da Vila de São João del-Rei, histórias curiosas e situações pitorescas que aconteceram na cidade nestes três séculos de existência, as tradições esquecidas e as ainda hoje cultuadas, personagens heroicos, simples e populares de todos os tempos, signos, símbolos e sinais peculiares de nossa terra. Tudo isto transformam-se em posts neste Almanaque Eletrônico, que tem como url diretodesaojoaodelrei.blogspot.com.

Cinco anos já se foram. Deseja-se que muitos cinco outros ainda venham. Neste e em outros formatos. Como por exemplo no Vertentes & Conexões Culturais de São João del-Rei https://www.facebook.com/vertenteseconexoesculturais/ , que divulga atualidades e o dia a dia da cultura, do patrimônio, da memória, das tradições, dos saberes e da riqueza cultural de nossa cidade e de nosso povo.

Entretanto, esta ação será tão mais interessante e seus resultados tão mais úteis e efetivos quanto mais contar com a participação de todos, colaborando com informações, dicas, livros e materiais que possam servir como fontes de inspiração e referência para posts e outros produtos a serviço de nosso bem maior: a cultura material e imaterial, popular e erudita, religiosa e profana, antiga e contemporânea de São João del-Rei.


Comentários

  1. Prezado Emílio: é mais que merecido o reconhecimento e a parabenização pelo seu excelente trabalho em prol da cultura, seja por meio deste Almanaque ou em outras frentes de ação. Vida longa!!!
    Grande abraço.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado, Ulisses, parceiro fiel e igual guerreiro na luta pela cultura e pela memória. Conto muito com seu incentivo. Grande abraço.

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Debaixo de São João del-Rei, existe uma São João del-Rei subterrânea que ninguém conhece.

Debaixo de São João del-Rei existe uma outra São João del-Rei. Subterrânea, de pedra, cheia de ruas, travessas e becos, abertos por escravos no subsolo são-joanense no século XVIII, ao mesmo tempo em que construíam as igrejas de ouro e as pontes de pedra.

A esta cidade ainda ora oculta se chega por 20 betas de grande profundidade, cavadas na rocha terra adentro há certos 300 anos.  Elas se comunicam por meio de longas, estreitas e escuras galerias - veias  e umbigo do ventre mineral de onde se extraíu, durante dois séculos, o metal dourado que valia mais do que o sol.

Não se tem notícia de outra cidade de Minas que tenha igual patrimônio debaixo de seu visível patrimônio. Por isto, quando estas betas tiverem sido limpas e tratadas como um bem histórico, darão a São João del-Rei um atrativo turístico que será único, no Brasil e no mundo.

Atualmente, uma beta, nas imediações do centro histórico, já pode ser visitada e percorrida. Faltam outras 19, já mapeadas, dependendo da sensibiliza…

Padre José Maria Xavier, nascido em São João del-Rei, tinha na testa a estrela da música barroca oitocentista

 Certamente, há quase duzentos anos, ninguém ouviu quando um coro de anjos cantou sobre São João del-Rei. Anunciava que, no dia 23 de agosto de 1819, numa esquina da Rua Santo Antônio, nasceria uma criança mulata, trazendo nas linhas das mãos um destino brilhante: ser um dos grandes - senão o maior - músico colonial mineiro do século XIX. Pouco mais de um mês de nascido, no dia 27 de setembro, (consagrado a São Cosme e São Damião) em cerimônia na Matriz do Pilar, o infante foi batizado com o nome José Maria Xavier.

Ainda na infância, o menino mostrou gosto e vocação para música. Primeiro nos estudos de solfejo, com seu tio, Francisco de Paula Miranda, e, em seguida dominando o violino e o clarinete. Da infância para a adolescência, da música para o estudo das linguas, José Maria aprendeu Latim e Francês, complementando os estudos com História, Geografia e Filosofia. Tão consistente era seu conhecimento que necessitou de apenas um ano para cursar Teologia em Mariana. Assim, já ordenado…

Em São João del-Rei não se duvida: há 250 anos, Tiradentes bem andou pela Rua da Cachaça...

As ruas do centro histórico de São João del-Rei são tão antigas que muitas delas são citadas em documentos datados das primeiras décadas do século XVIII. Salvo poucas exceções, mantiveram seu traçado original, o que permite compreender como era o centro urbano são-joanense logo que o Arraial Novo de Nossa Senhora do Pilar do Rio das Mortes tornou-se Vila de São João del-Rei.
O Largo do Rosário, por exemplo, atual Praça Embaixador Gastão da Cunha, surgiu antes mesmo de 1719, pois naquele ano foi benta a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, nele situada e que originalmente lhe deu nome. Também neste ano já existia o Largo da Câmara, hoje, Praça Francisco Neves, conforme registro da compra de imóveis naquele local, para abrigar a sede da Câmara de São João del-Rei. A Rua Resende Costa, que liga o Largo do Carmo ao Largo da Cruz, antigamente chamava-se Rua São Miguel e, em 1727, tinha lojas legalizadas, funcionando com autorização fornecida pelo Senado da Câmara daquela Vila colonial.  Por …