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Em São João del-Rei todo dia é Dia da Cultura. 24 horas por dia. 365 dias por ano! Há três séculos...


Desde quando Minas Gerais - ainda Capitania unida a São Paulo - no alvorecer do século XVIII, começava a construir sua identidade, arte, memória, criação, patrimônio, música, tradição, criatividade e várias formas de expressão erudita e popular fazem parte da alma de São João del-Rei. Os são-joanenses vivem isto cotidianamente, 365 dias por ano.

Por este motivo, 5 de novembro, em princípio, deveria ser uma data reluzente no calendário de São João del-Rei. Começar com uma alvorada festiva, feita pelas cinco bandas de música, continuar movimentado durante todas as horas seguintes com exposições de arte, cortejos dos grupos de congada e folias, shows e recitais nas praças públicas, apresentações de música barroca, concertos sinfônicos, até encerrar-se, tarde da noite, com uma ruidosa, harmônica e colorida queima de fogos de artifício.

Mas para os são-joanenses, nada disto é excepcional. Pelo contrário, tudo isto faz parte do dia a dia de São João del-Rei, em autêntica celebração dos feitos passados e da vida presente, na intensa programação que - cultural no sentido mais amplo e absoluto desta palavra - reúne manifestações que vão da arte e da fé até a reivindicação de mudanças político-sociais, em nome da democracia e da cidadania.

Talvez seja por este motivo que 5 de novembro, em São João del-Rei, é um dia comum. Não que precisasse ser um festival, uma maratona cultural no estilo das "viradas" que acontecem nas grandes cidades. Mas bem que poderia, como um espelho, ser uma oportunidade para o são-joanense se mirar e ver como é rica sua história, sua memória, suas artes e tradições. Enfim, sua cultura.

E ao conhecer reconhecer a singularidade e o valor deste patrimônio, aumentar ainda mais sua autoestima cidadã.
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Na foto, capela-mor da igreja de Nossa Senhora das Mercês na manhã de 24/09/2013, durante a missa da padroeira ( http://www.youtube.com/watch?v=wgFEUklkm6E)

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