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Ninguém duvida: em São João del-Rei os sinos falam! Quer entender o que eles dizem?



A intimidade de São João del-Rei com os sinos não é de hoje. Logo nos primeiros anos de surgimento do Arraial Novo de Nossa Senhora do Pilar do Rio das Mortes, o sino já andava falando entre os forasteiros que vieram a ser os primeiros são-joanenses. Bem, como ainda nenhuma igreja havia sido construída neste vale da Serra do Lenheiro, na verdade quem falava era uma sineta, hoje parte do acervo do Museu de Arte Sacra.

Desde então, no peito dos são-joanenses bate um sino. Ao longo de três séculos desenvolveu-se uma linguagem sineira rica, complexa, bela e sofisticada, eficaz para transmitir informações em uma época em que não havia, no início do Ciclo do Ouro, nos arraiais em nascimento, nenhuma alternativa para a comunicação de massa. Assim, eram os sinos que cumpriam este papel. Informavam horas, datas e eventos religiosos, bem como as circunstâncias mais diversas, como dificuldade no parto, agonia, morte e sepultamentos.

De lá para cá, muita água passou sob as pontes do Rosário e da Cadeia, numa correnteza de 300 anos.O mundo deu muitas voltas, modernizou-se, desenvolveu novas formas e novos meios de comunicação, na linguagem de cada tempo e de acordo com as necessidades então atuais. Assim, é natural que, aos poucos, os são-joanenses vão conhecendo cada vez menos os códigos sineiros e os mais jovens - verdade seja dita - nada entendam do que os sinos dizem.

Se este é seu caso, e se você deseja aumentar e enriquecer seu conhecimento sobre esta particularidade da cultura de São João del-Rei, veja este bloco do documentário Sinos e silêncios, produzido e veiculado pela TV Aparecida (vídeo abaixo). Nele, o maestro Aluízio Viegas, uma das maiores autoridades brasileiras quando o assunto são as tradições barrocas de nossa terra, fala sobre vários toques, descrevendo-os e explicando em que situações eles são executados. Assista e beba conhecimento nesta preciosa fonte de cultura...


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