Paulinho foi para o céu / com suas cores e seu pincel / pela flecha de Oxóssi, a espelhar São João del-Rei no firmamento. Foi para o céu amorosamente lançado naquela flecha de prata que, retirada por empréstimo do peito de São Sebastião, o levou de entre nós, de uma única vez, para o sempre e para o nunca mais. São Sebastião é santo milagroso. Crê-se que nos livra da peste, da fome e da guerra. Mas não conseguiu desviar Paulinho de sua trajetória final rumo às estrelas, ontem, 20 de janeiro, dia que todo ano Lhe é dedicado. A notícia deixou, em todos que conheceram Paulinho, um sentimento indefinido: finitude, incompletude, pesar, zelo, vazio, ausência, falta... Não que o pintor das delicadezas estivesse sempre à vista, pelas ruas, no vai e vem cotidiano ou em datas festivas. Não. Para quem o conheceu, Paulinho estava exatamente no "não-estar", ele existia na lembrança da gentileza que zelava em todos nós; na mansidão com que nos saudava com sua voz baixa e seu olhar ...
Almanaque Eletrônico de difusão da cultura, memória e patrimônio vivo de São João del-Rei/MG, sonha ser instrumento didático-pedagógico de educação patrimonial.